Mariana Yazbeck. Foto: divulgação

A Softex lança o Programa Internacionalização e Competitividade (Inter-Com), realizado pela Apex e Fundação Dom Cabral (FDC), desde 2011, agora customizado para empresas de software e serviços de TI, com meta de propiciar que 20 companhias nacionais abram operações nos EUA até 2015.

A ação integra um plano de investimentos da Softex e Apex que prevê a liberação, até agosto de 2014, de mais de R$13,6 milhões em ações de promoção comercial da TI brasileira no exterior.

A nova edição do Inter-Com projeta ir além da exportação, área na qual Softex e Apex já mantêm projetos que desde 2005 beneficiaram mais de 200 empresas de 15 verticais de atuação.

“Agora estamos dando um passo além da exportação, incrementando a presença física das nossas companhias em importantes mercados internacionais, como os EUA”, explica Ruben Delgado, presidente da Softex.

Para tanto, o projeto inclui a ampliação do acordo com a Fundação Dom Cabral, que passou a incluir a aplicação de uma metodologia específica para a identificação do grau de maturidade empresarial de uma organização e apoio à sua capacitação para internacionalização.

Marcos Mandacaru, vice-presidente executivo da Softex, explica que essa metodologia foi desenhada para diversos segmentos, mas a FDC a customizou para software e serviços de TI.

“Os EUA são um mercado atraente, inovador e competitivo e, historicamente, o maior investidor no Brasil. Essas razões nos motivaram a considerá-lo como foco principal das ações de internacionalização”, destaca ele.

O gestor explica que as ações do programa não estão restritas apenas ao tradicional Vale do Silício, mas também focam o eixo Nova Iorque – Boston como opção para a instalação de uma base física da Softex, em razão da proximidade com centros de excelência como o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A Softex também vai promover ações de capacitação às startups brasileiras participantes do projeto – atualmente, são 30 – e ações de contato com fornecedores, clientes e normas estrangeiras.

Além disso, está previsto o estímulo às empresas com projetos de P&D bancados com apoio da Finep ou do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Softex também estruturou uma nova área de inovação e empreendedorismo para a realização de ações específicas do projeto, como seminários para a apresentação de práticas de inovação de empresas globais, cooperação com universidades e companhias nacionais e internacionais, entre outras.

“Daremos ênfase a ações que tenham por objetivo fomentar a cultura e a estratégia de inovação, estimular o nascimento de negócios e produtos inovadores, bem como a cooperação entre a iniciativa privada, as universidades e os centros de P&D”, antecipa a diretora de Operações da Softex, Mariana Yazbeck.

ERA VISTO...

A Softex não menciona, mas a iniciativa parece partir da criação, em abril deste ano, de um Comitê Gestor do Projeto Setorial para a Internacionalização do Setor de TI, composto pelas paranaense CINQ Technologies, as paulistas Totvs, P3D, Visent, I4PRO, Concert e a carioca Módulo.

As companhias integrantes do comitê teriam influência no direcionamento das verbas da organização.

Conforme informações a que o Baguete teve acesso, o comitê faria parte de um novo modelo de atuação da Softex. Na época, fontes revelaram inclusive a criação da diretoria de operações da entidade.