ALTOS E BAIXOS

Sonda: faturamento cai 15%

31/01/2019 13:45

Depois de um 2017 de recuperação, empresa voltou a recuar no ano passado.

Muitas emoções na Sonda nos últimos tempos. Foto: Pixabay.

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A Sonda fechou o ano passado com uma receita consolidada equivalente a US$ 1,152 bilhão, o que representa uma queda de 15% frente aos resultados de 2017.

O lucro líquido também levou um tombo, caindo 76,4%, para US$ 15,4 milhões.

Em nota, a Sonda justificou os resultados pela depreciação do real brasileiro, do peso mexicano, do peso colombiano e do peso argentino, principalmente em relação ao peso chileno, afetou negativamente a conversão dos resultados.

Já no caso do lucro, a empresa mencionou uma carga tributária mais alta como resultado dos efeitos cambiais de US$ 23,3 milhões (mesmo excluindo esse efeito, o lucro ainda teria sido reduzido por mais da metade).

Variações cambiais a parte, a Sonda está numa fase de altos e baixos. Em 2017, a empresa teve um faturamento de US$ 1,36 bilhão, uma alta de 12% frente aos resultados de 2016.

É difícil falar com certeza, porque a Sonda divulgou números somente dos indicadores positivos (uma prática comum), mas parece que o Brasil foi responsável por puxar os resultados para baixo.

Quando falou do Brasil na sua nota divulgada para a imprensa, a Sonda falou em “melhores margens”, não em crescimento, provavelmente porque ele não exista.

A empresa divulgou só a receita total do Brasil, de US$ 329,1 milhões, sem fazer comparações. No ano passado, não foi divulgado a receita da operação brasileira, assim como em 2017.

O último dado disponível é o do ano de 2015, quando o faturamento foi US$ 484,2 milhões, o que já na época era uma queda de 10,3% frente a 2014. 

No acumulado do período entre 2015 e 2018, o faturamento da Sonda em dólares no Brasil caiu 32%.

Por outro lado, quando falou do que chama de “outros países da América Latina” (todo mundo menos o Chile e Brasil), houve um aumento de 17,8% nas receitas, em moeda comparável.

As operações fora do Chile atingiram receitas de US$ 771,2 milhões, o que equivale a 56,3% do total consolidado, uma participação parecida à de 2016.

Além de Brasil e Chile, a Sonda está na Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai, totalizando 17 mil funcionários, oito mil deles brasileiros.

Raúl Vejár, CEO global da Sonda, tratou de ser positivo sobre a operação brasileira.

“O ano de 2018 foi desafiador, incluindo algumas complexidades, em um contexto internacional volátil e incerto. Trabalhamos em diversas iniciativas, tais como o processo de reorganização no Brasil”, explica Vejar. “Com as medidas adotadas, a melhoria da expectativa nas economias locais e com o início da execução do plano estratégico 2019-2021 da companhia, recentemente aprovado, enfrentaremos com renovado entusiasmo e otimismo este ano de 2019”, resume o CEO.

O ano da Sonda no Brasil foi de reorganização. A empresa concentrou poder nas mãos de Affonso Nina, contratado em outubro de 2017 para ser o CEO no Brasil, e também renovou o time de executivos, fazendo quase uma dezena de novas contratações.

Com as alterações, Nina passou a comandar diretamente as atividades da CTIS e da Sonda TI.

A CTIS é resultado de uma aquisição da Sonda em 2014, por um valor inicial de R$ 400 milhões, mais R$ 85 milhões condicionados ao período 2014-2018. 

A Sonda TI é ela mesma uma incorporação de diferentes empresas, reunindo sob seu guarda chuva diversas aquisições feitas pela chilena Sonda no país desde 2007, incluindo nomes como  Procwork, Kaizen e Telsinc.

Essas marcas saíram de circulação e passaram a ser tratadas como verticais de negócios da Sonda TI, que passou a se vender como uma integradora com tecnologias de SAP, virtualização, cloud computing, armazenamento, segurança e telecomunicações.

Com a nova organização, a Sonda TI passa atender exclusivamente o mercado privado e a CTIS a área pública no qual a companhia obteve 90% de uma receita líquida de R$ 837 milhões em 2013. 

Em 2017, Nina foi gerente geral da Carlson Wagonlit Brazil. Entre 2011 e 2015, atuou na Genpac, em que foi country manager.  O executivo também atuou como vice-presidente de serviços financeiros da HPE após a aquisição da EDS, onde estava há seis anos.

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