Bancos digitais podem aumentar empréstimos em US$ 2,1 trilhões em países emergentes. Foto: Pixabay.

Um estudo da consultoria McKinsey estima que a digitalização dos serviços financeiros pode aumentar em US$ 2,1 trilhões o volume de empréstimos concedidos a empresas e pessoas físicas nos países emergentes (Brasil, China, Etiópia, India, México, Nigéria e Paquistão) em 2025.

Já as instituições financeiras podem alcançar uma economia de US$ 400 bilhões por ano em custos diretos.

No caso do Brasil, a McKinsey calcula um ganho de US$ 152 bilhões (aproximadamente R$ 495 bilhões) na economia do país com as transações digitais no setor financeiro em 2025. 

O montante está dividido em ganhos de produtividade, aumento em investimentos e em postos de trabalho.

Para a consultoria, as novas tecnologias voltadas aos serviços financeiros podem reverter o cenário de 2 bilhões de pessoas e 200 milhões de empresas que não têm acesso à poupança e ao crédito em economias emergentes.

A McKinsey acredita que as novas opções provocam maior inclusão financeira e diminuição do custo das operações.

Somando os sete países em desenvolvimento analisados pela McKinsey, o potencial de incremento na economia pode chegar a US$ 3,7 trilhões.

A origem das estimativas de ganhos projetadas para os países emergentes contemplam, além das aplicações digitais de serviços financeiros por parte dos bancos e das corretoras, as fintechs.

De acordo com levantamento do FintechLab, existem no Brasil mais de 200 startups de serviços financeiros 

De acordo com uma pesquisa da PwC, a indústria global de serviços financeiros sente a ameaça das novas empresas. Os executivos de instituições financeiras temem perder cerca de 25% de seus negócios para as fintechs até 2020.