Daniel Henrique Fiala. Foto: Divulgação

O estudante gaúcho Daniel Henrique Fiala, da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, foi um dos premiados na Intel ISEF 2012, evento realizado em maio, nos Estados Unidos.

Fiala tirou a quarta colocação na categoria Ciências da Computação, com o software de avaliação de prioridade de risco em emergência pediátrica Emeped.

Ele ganhou US$ 500 de prêmio.

O projeto consiste na produção de um programa de computador para a emergência pediátrica que determina a ordem de atendimento de acordo com o nível de risco de saúde de cada paciente.

Na produção, Fiala contou com a ajuda de médicos e enfermeiros do hospital Regina de Novo Hamburgo.

A equipe analisou um protocolo médico chamado Triagem Telefônica, no qual foram baseados os 35 problemas de saúde e 138 sintomas que o software pode identificar durante a avaliação do paciente.

Esse protocolo foi elaborado nos Estados Unidos, e é aprovado pela Associação Médica de Saúde do Brasil.

O software, em PHP, gera um banco de dados  – com parâmetros clínicos (temperatura, frequência cardíaca, saturação do oxigênio) e pré-diagnósticos – que serve tanto para o armazenamento das informações dos pacientes quanto para a base de conhecimento médico que será usado no algoritmo.

Segundo Fiala, o programa passou no teste de simulações realizadas na emergência pediátrica, com 100% de acerto na ordenação dos pacientes pelo nível de risco de saúde.

“Ele também conseguiu identificar com 100% de acerto os pré-diagnósticos de cada paciente”, comemora o desenvolvedor.

O Emeped também foi capaz de reduzir em 62,1% o tempo para realizar a triagem de cada paciente.

INSPIRAÇÃO DE PEQUENO
“Quando criança, queria ser médico, mas durante o ensino médio fiz o curso de técnico de eletrônica e me apaixonei pela área de tecnologia”, relembra Fiala.

Os próximos passos do projeto, diz o estudante, são implementar o software de triagem na emergência pediátrica do hospital, desenvolver e implementar o software de triagem para a emergência geral e levá-lo para hospitais do SUS.

No total, foram 33 estudantes brasileiros, representando 21 projetos de todas as regiões do país, no programa da Intel.

Os jovens cientistas competiram com projetos de mais de 1,5 mil estudantes do ensino médio, de 70 países, nas áreas de ciências, engenharia, medicina, matemática, ciências sociais, entre outros, concorrendo a mais de US$ 4 milhões em bolsas de estudos e outros prêmios.