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Um funcionário do Google, com seus lanches de graça e os dooddles diários, deve ser mais feliz que um colaborador da multinacional indiana de TI Wipro.

Os da Apple, mais felizes que os da GE e os do Facebook, que os da FedEx Express. Ou não.

Uma pesquisa realizada pelo site americano especializado em carreiras CareerBliss a pedido da Forbes não listou nenhuma do trio estelar da tecnologia americana.

No lugar disso, a análise de mais de 220 mil resenhas escritas por jovens profissionais para chegar a uma lista com as dez empresas onde a geração com menos de 10 anos de experiência trabalha mais feliz listou GE Energy, Nordstrom, Fluor, United Space Alliance, AstraZeneca, Centex, GlaxoSmithKline, Wipro, FedEx Express e Kaiser Permanente.

"O que nós vemos nos jovens profissionais é o desejo de encontrar uma cultura corporativa que combine com seu estilo pessoal de trabalho", disse o cofundador da CareerBliss, Matt Miller, ecoando o clichê que costuma apontar o favoritismo da nova economia para atrair talentos.

NO RS, JOVEM QUER TRABALHAR NO BB
O fenômeno apontado pela pesquisa da CareerBliss não é exclusivamente americano.

A edição 2012 do Top of Mind-RS da Revista Amanhã, que pela primeira vez incluiu as marcas mais lembradas da chamada geração Y, em um ranking chamado Top Y, apontou que a empresa em que os jovens mais gostariam de trabalhar era o tradicional Banco do Brasil.

O banco teve 4,5% das menções. O todo poderoso Google, teve menos da metade: 2%.

É verdade que foi uma participação pequena, indicando uma dispersão das opiniões dos pesquisados.

O levantamento usa a distribuição por classes sociais do IBGE, o que parece confirmar a tese dos críticos de que o "fenômeno Y" é coisa da classe A.