CRISE

Home office: 41% improvisou por causa do coronavírus

30/03/2020 11:34

Robert Half mostra que empresas não tinham política de trabalho em casa.

Na verdade, trabalhar no sofá não é uma boa ideia. Use uma mesa. Foto: Pexels.

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Um número importante de empresas (41%) teve que improvisar políticas de home office na última hora, para atender a necessidade urgente de mandar funcionários para casa durante a pandemia do coronavírus.

É o que mostra um estudo da consultoria de recursos humanos Robert Half com 240 profissionais no período de 18 e 19 de março, a semana que marcou o início da quarentena e das iniciativas de home office na maioria do país.

A maioria das respostas para a pergunta “A empresa em que trabalha já tinha política de home office ou implementou em decorrência da pandemia do Coronavírus?”, no entanto, foi sim, com 58%.

A Robert Half não abriu detalhes sobre a formação da amostra da pesquisa, mas a empresa trabalha normalmente com posições e profissionais da parte média para cima da hierarquia empresarial em empresas de médio a grande porte, o que torna o tamanho do despreparo com o tema home office mais significativo.

Enjambrado ou não, a adesão ao home office foi enorme. Na sondagem da Robert Half, apenas 9% disseram não estar trabalhando, seja porque a função não permite (6%) ou porque a empresa não fornece essa possibilidade (3%).

E, apesar da correria de última hora, as coisas parecem estar dando certo, ou pelo menos não estão dando errado por motivos atribuíveis à falta de uma preparação por parte do empregador.

Dos pesquisados, o maior número (39%), disse não estar tendo problemas. Entre os que tem problemas de origem técnico, 7% se queixam de dificuldades de comunicação com a equipe, 5% de problemas e conexão e apenas 3% da falta de dispositivos adequados para o trabalho fornecidos pela empresa.

Os principais problemas são inerentes à atividade de trabalhar em casa, e inclui a presença dos familiares em casa (19%) e distrações (16%).

Entre os pontos positivos, o número 1 é a economia de tempo pela falta de deslocamento (53%), seguido pela possibilidade de trabalhar sem interrupções (17%) e a flexibilidade de horários (13%). Só 1% disse que não via vantagens.

Confiança é outro ponto importante: 66% dos consultados disseram que o gestor direto “confia totalmente” que ele está produzindo as tarefas.

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