Agências digitais bombando no Brasil. Foto: divulgação.

A Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi), em seu Censo 2012, destacou um crescimento de 10% no número de agências e um crescimento também de faturamento. Segundo a associação, o setor deve fechar 2012 com R$ 2,2 bilhões, 50% a mais que em 2011.

Parte desse crescimento se deve a uma mudança na metodologia, segundo destaca o site Meio e Mensagem.

Com este aumento no foco em digital, a entidade passou a considerar novas subdisciplinas do mercado digital na identificação das agências digitais. Em 2012, cerca de 300 empresas novas foram criadas.

Entre as tendências apontadas como maiores vetores de crescimento para o setor estão os varejistas online – área que puxa o mercado segundo o censo – e mobile.

Inclusive, a associação abriu regionais que aferirão mais precisamente os números nas regiões Nordeste e Centro Oeste.

“É uma resposta à dificuldade que temos em definir o que é uma agência digital. Até estamos adotando o termo agentes digitais”, afirma Jonatas Abott, presidente da entidade.

Esta categoria, aliás, mais que duplicou de tamanho: em 2010, representava, em média, 0,6% do faturamento das agências. Em 2011, passou para 1,4%. O varejo online saiu de 4,4% para 5%.

Outro destaque são os trabalhos envolvendo redes sociais: dos 7,9% do faturamento médio, passaram a representar 10,6%.

ALÉM

Outro marco do crescimento das agências digitais é o movimento de estúdios para abrir escritórios no exterior, com a finalidade de buscar novos mercados e expandir operações.

Empresas como a Hive Media e Movile anunciaram nos últimos meses a abertura de escritórios nos Estados Unidos.

Estar nos Estados Unidos e, sobretudo, no Vale do Silício é uma estratégia de se antecipar às tendências e novidades tecnológicas que chegarão à América Latina, segundo afirma o chefe do escritório da Movile, Eduardo Lins Henrique.