Samuel Baccin.

A Quantum, uma multinacional americana especializada em soluções de storage, fez uma virada na sua operação no Brasil nos últimos anos, de olho nas possibilidades de negócio geradas pelo volume crescente de informações que diversas empresas precisam armazenar.

As mudanças começaram com a contratação, em 2012, de Samuel Baccin, ex-Oracle, para assumir o recém criado cargo de country manager da empresa no país.

No período, com uma equipe brasileira de apenas três pessoas, o executivo ampliou o faturamento e a base instalada em três vezes, desconcentrando o foco do atendimento de grandes grupos de mídia e clientes de governo que compunham até então o grosso da base de clientes por aqui.

“As principais consultorias apontam uma alta de demanda por armazenagem em fita para os próximos anos”, afirma Baccin, fazendo menção a um dos carros chefes da Quantum, que domina 40% do mercado mundial de arquivamento em fita, no qual compete basicamente com IBM e HP.

A Quantum, no entanto, é um player de nicho comparada com gigantes como IBM e HP, tendo faturado US$ 690 milhões em 2013.

A empresa é tradicionalmente forte no segmento de mídia, cuidando do armazenamentos de teras e teras de vídeos da Globostat – Fox, Netflix e Youtube são clientes nos Estados Unidos – uma demanda que só deve aumentar com a entrada do padrão 4k.

O crescimento previsto pelas consultorias se dá pela expansão em outras áreas do uso de vídeo, e assim, da consequente necessidade de armazenagem barata em fita e não mais disco.

“Empresas de vigilância tem uma demanda crescente. O setor de saúde, no qual cada vez mais mais exames usam imagens ou o judiciário, que está introduzindo audiências gravadas. Tudo isso são fontes de demanda”, afirma Baccin.

Baccin é um executivo experiente no ramo de hardware. Além da Oracle, passou pela Ação Informática e fez o startup no Brasil da Brocade, em 2005.

Nos últimos anos, a empresa pulou de dois para 15 canais no país. A meta agora é agregar mais 10, focando em aumentar a presença no Norte e Nordeste. 

Outro objetivo é diminuir a dependência de vendas para o governo, hoje na casa dos 60% para uma divisão meio a meio em dois anos. Em quantidade de clientes, Baccin quer chegar a algo entre 80 e 100 para o começo de 2015, fechando o ano com 250.

“Somos uma empresa enxuta. Começamos a fazer a nossa entrega antes dos grandes nesse mercado darem o seu primeiro sim”, brinca Baccin.