Será que pega 4G? Foto: reprodução.

Embora o Brasil já conte com a tecnologia 4G - a última geração de internet móvel - dados divulgados pela Anatel mostram que a grande parte dos usuários de telefonia ainda estão no 2G.

Segundo destaca o Convergência Digital, houve uma migração do público para o 3G nos últimos anos. Entre 2009 para abril de 2013, o número de acessos subiu de 8 milhões para 70 milhões, um aumento de 700%.

Mesmo assim, o mercado segue amplamente dominado pelos acessos de segunda geração: dos 256,5 milhões de usuários registrados em abril, 185,7 milhões são clientes 2G (70,2%).

Em abril, as operadoras registraram 8 milhões de linhas 2G canceladas, com 14 milhões de novas linhas no 3G. O destaque foi a Claro, que registrou 9,9 milhões de acessos 3G.

No entanto, como destaca o superintendente de Controle de Obrigações da agência Roberto Pinto Martins, a predominância do 2G tem impacto direto na qualidade dos serviços.

“Se fossemos considerar apenas a rede 3G, ela está dentro dos parâmetros estabelecidos. A contribuição para o não atendimento do parâmetro está na rede 2G para acesso a dados”, admite.

Quanto à este problema, a Anatel reconhece que em muitos casos, clientes 3G acabam sendo redirecionados para conexões de dados de segunda geração, o que mostra que ainda faltam investimentos na qualidade das redes de internet móvel.

O caso também se estende aos pacotes 4G que, nos locais onde não há cobertura, acaba reduzindo sua velocidade para 3G, ou até 2G.

“O nível de investimento foi abaixo do necessário e o uso do 2G demonstra que as redes não estavam preparadas para o crescimento da demanda no 3G”, destaca o conselheiro da Anatel Rodrigo Zerbone.