CONTRAPONTO

MCTIC: Startup Brasil não morreu

29/06/2017 14:26

O ministério afirma que segue trabalhando na atração de parcerias para o programa.

Startup Brasil voltará a voar. Foto: Pixabay.

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O programa Startup Brasil não foi encerrado e substituído pelo Finep Startup, lançado nesta semana pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

É o que afirma o ministério em nota enviada ao Baguete nesta quinta-feira, 29, contestando a reportagem publicada pelo site na quarta, 28, na qual a interpretação era a contrária.

O Baguete enviou uma resposta a um comunicado do MCTIC sobre o Finep Startup na terça, 27, às 13h38, questionando se o novo programa era um substituto do Startup Brasil, mas não obteve resposta.

A assessoria de comunicação do MCTIC mantém que não recebeu o e-mail, alegando a possibilidade de problemas no servidor Zimbra.

Sem resposta, a reportagem interpretou que o lançamento do Finep Brasil, um programa de escopo similar ao Startup Brasil, significava a substituição do último.

Essa interpretação é reforçada pelo fato de que os executivos de mercado trazidos para tocar o Startup Brasil saíram da iniciativa e nunca foram repostos, além dos editais estarem sendo sucessivamente pospostos desde o primeiro semestre de 2015.

Em nota, o ministério afirma que segue “trabalhando na atração de parcerias nacionais e internacionais” e no lançamento de novo edital do Startup Brasil e que o novo programa é um complemento, não uma substituição.

O Finep Startup é diretamente operado pela Finep. O programa atua em mais áreas, com valores maiores (até R$ 1 milhão) e com a possibilidade de conversão do investimento em participação acionária.

Por outro lado, o Startup Brasil fazia investimentos a fundo perdido de valores menores, entre R$ 20 mil e R$ 200 mil, em um programa operado pela Softex e com forte participação das maiores aceleradoras de empresas do país e foco em empresas de TIC.

“Cada uma destas iniciativas são desenhadas no intuito de complementar as iniciativas de outras, respeitando-se a complexidade do ecossistema empreendedor e tentando atender os distintos graus de maturidade tecnológico e de negócio de cada startup”, garante a nota.

Fica esclarecido então que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, apesar de um pequeno problema envolvendo tecnologia e comunicações (para ser justos, uma ocasião rara em um ministério normalmente eficiente no trato com a imprensa), mantém que o Startup Brasil não terminou ou foi substituído.

Na última manifestação sobre o tema, em um comentário a pedido da reportagem do Baguete em abril, o ministério havia garantido um edital do Startup Brasil para o segundo semestre.

Seguimos aguardando. 

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