Otavio Farah, CEO e cofundador do FitBank. Foto: divulgação.

O FitBank, fintech provedora de infraestrutura de meios de pagamento e Core Banking as a Service, recebeu um aporte de R$ 30 milhões em rodada com participação da CSU, especializada em soluções para meios de pagamento, customer experience, fidelização e incentivo de clientes.

Na rodada, a CSU investiu R$ 10 milhões, enquanto antigos acionistas somaram R$ 20 milhões. Com o aporte, a fintech está sendo avaliada em R$ 280 milhões.

Fundado em 2015, o FitBank é regulado pelo Banco Central e administra uma plataforma que oferece soluções de meios de pagamento nos formatos B2B e B2B2C, movimentando mais de R$ 2 bilhões.

De acordo com o site NeoFeed, a empresa atua como provedor da infraestrutura para empresas – financeiras ou não – dispostas a atuar como fintechs. Entre outras ofertas, seu portfólio inclui toda a gestão de pagamentos, tesouraria e liquidação.

A fintech atende cerca de 130 clientes em 19 segmentos da economia. Essa carteira se conecta a 35 milhões de usuários.

A instituição é administrada pelos fundadores Rener Menezes (CTO) e Otavio Farah (CEO), além de contar com um quadro de sócios e conselheiros.

Entre eles, estão João Chacha e Alejandro Vollbrechthausen, ex-executivos da Goldman Sachs; Marcelo Maisonnave, Pedro Englert e Eduardo Glitz, ex-sócios da XP; Mauricio Zaragoza, CEO da WeFit; e Renata Lobo, diretora de Wholesale Payments do JP Morgan.

Com a nova rodada de investimentos, Ricardo Leite, diretor de relações com investidores da CSU, também se torna membro do conselho.

"A entrada da CSU no nosso quadro de acionistas é extremamente estratégica e sinérgica para ambas as empresas, principalmente por sua forte presença no mercado de cartões e meios de pagamento, o que dará grande impulso na nossa estratégia de cross-selling iniciada no ano passado com a associação com o JP Morgan”, destaca Farah.

Desde que recebeu um aporte de valor não revelado da JP Morgan, o FitBank acelerou seu plano de expansão e, com a nova injeção de capital, se prepara para uma nova fase de crescimento internacional.

Segundo a empresa, 80% do que ela tem hoje na sua plataforma é replicável em qualquer lugar do mundo, faltando apenas amarrar as pontas com parceiros regulatórios e de pagamento local.

Ainda neste semestre, a fintech vai abrir um escritório nos Estados Unidos. Países da América Latina, como o México, estão em avaliação e a decisão do próximo passo virá dos mercados nos quais a empresa conseguir captar os primeiros clientes.

“Ter dois parceiros estratégicos nos ajudando a gerar novos negócios nos habilita a uma próxima fase. Nela buscaremos atrair investidores financeiros que miram empresas que tenham os ingredientes para se tornarem consolidadores e abrir capital”, destaca João Chacha, investidor e membro do conselho do FitBank. 

Hoje com uma equipe formada por 150 pessoas, com 80% delas dedicadas à tecnologia, a instituição planeja dobrar o time até o final do ano. A estratégia para encontrar esses profissionais tem sido “sair da Faria Lima e ir para o interior, para o Nordeste, estabelecendo parcerias com universidades”.

Segundo a CSU, o investimento no FitBank inaugura sua estratégia de aquisição de participações em negócios complementares no ecossistema de pagamentos brasileiro.

Ao mesmo tempo em que investe, a companhia desenvolve a implantação de oferta própria de operacionalização de Banking as a Service – BaaS.

Com o novo serviço, a CSU pretende reforçar sua atuação junto a bancos tradicionais, bancos digitais, e outras instituições financeiras e não financeiras dos mais variados segmentos.

“A operação com o FitBank tem relevância na nossa atuação em Banking as a Service, que deveremos implantar ao longo de 2021. Temos também um acordo comercial de longo prazo para desenvolvimento de negócios com o FitBank, o que irá fomentar o crescimento de ambas as companhias”, explica Ricardo Leite, diretor de relações com investidores da CSU.

Fundada em 1992, a CSU tem como negócio principal o processamento de cartões. A companhia foi a primeira do seu segmento a abrir capital na B3, em 2006. Hoje, é avaliada em R$ 664,7 milhões e dona de uma receita líquida de R$ 456,9 milhões.

A empresa tem sede em Barueri, São Paulo, conta com uma base de aproximadamente 80 clientes e possui cerca de 6 mil colaboradores também nos escritórios da capital paulista, de Recife e de Belo Horizonte.