Canetinha amarela, é a marca do marketing da Rimini. Foto: Pixabay.

A Rimini Street, fornecedora independente de serviços de suporte a sistemas de gestão empresarial para SAP e Oracle, fechou o ano passado com uma receita de US$ 252,8 milhões, uma alta de 19% frente aos resultados de 2017.

O lucro operacional do ano fiscal foi de US$ 25,4 milhões, um aumento de 15% ano sobre 2017. A empresa diminuiu um pouco o ritmo: no ano fiscal 2017 o crescimento foi de 33%.

Ao todo, a empresa teve 1.802 clientes ativos no final do ano fiscal, alta de 15% ao ano.

Na sua divulgação de resultados, a Rimini não chega a dar nenhuma pista sobre o andamento dos negócios na América Latina ou no Brasil, o onde a empresa abriu as portas em 2009 para atender um contrato com a Embraer.

De todas formas, mas coisas devem estar indo bem: a empresa inaugurou um novo escritório em São Paulo, no badalado JK Iguatemi.

A lista de clientes no país tem 70 nomes, incluindo Riachuelo, Tupy, Marisol, Camargo Corrêa e Atento.

A Rimini é pequena frente à gigantes como SAP e Oracle, com as quais a empresa disputa mercado (e, no caso da Oracle, batalhas judiciais nos Estados Unidos). De todas formas, a empresa incomoda.

Cada dólar de receita significa um dólar perdido para essas empresas, porque ao fechar um acordo com a Rimini, os clientes da SAP e Oracle deixam de receber o suporte e os upgrades, permanecendo na mesma versão do sistema com suporte da Rimini.

Desde a fundação, em 2005, a Rimini afirma ter eliminado US$ 3 bilhões em custos de manutenção.

A lista de soluções suportadas inclui  Business Suite e Business Objects, da SAP e Siebel, PeopleSoft, JD Edwards, E-Business Suite, Oracle Database, Hyperion e Oracle Retail, da Oracle. A promessa é por custos até 90% menores.

O potencial para crescimento é grande. Na divulgação de resultados, a empresa menciona ter assinado o maior contrato na história, no valor de aproximadamente US$ 26 milhões em três anos.