Mercado de TI caindo em 2016. Foto: Shutterstock.

O mercado de TI brasileiro continua com suas previsões de crescimento em queda. O IDC anunciou suas expectativas para 2016, fixando um índice de apenas 2,6% de aumento no ano, uma queda de 50% em relação ao crescimento previsto para o ano passado.

Este é o terceiro ano consecutivo em que o IDC registra queda nos percentuais de crescimento e o segundo em que o índice fica abaixo da inflação prevista para o período.

Em 2013, o IDC apontou um crescimento de 15% para as TICs, caindo para 9,2% em 2014 e 5% no ano passado.

Entretanto, com a inflação prevista em 7,23% para 2016, crescimento de 2% não representa um ano muito amigável para o setor. Por outro lado, o PIB nacional em 2016 recebeu uma previsão de 2,95% negativos em 2016, então pouco crescimento pode ser melhor que uma queda nos ganhos.

De acordo com Denis Arcieri, country manager da IDC Brasil, o índice de crescimento previsto para 2016 é baixo, mas não é surpresa, visto que o difícil cenário da economia brasileira condiciona os investimentos e desafia as empresas melhorarem sua eficiência e desenvolverem diferenciais competitivos.

"Mais da metade das empresas no Brasil embarcarão em DX – Digital Transformation neste ano, estreitando a relação entre TI e linhas de negócios”, diz Pietro Delai, gerente de Consultoria e Pesquisa Enterprise da IDC Brasil.

Baseada nesses imperativos, o IDC espera uma ligeira recuperação na maioria dos países da região em 2016. Serão investidos US$ 130 bilhões em TI e US$ 213 bilhões em serviços de Telecomunicações, um crescimento de 3,3% frente a 2015.

Os investimentos nos serviços de nuvem pública e privada hospedada remotamente terão aumento de 40%, chegando a US$ 3,6 bilhões nos países da América Latina, ainda focada em projetos de IaaS. Entretanto, no Brasil o mercado de cloud pública, com PaaS e SaaS, deverá crescer 20% no ano.

O mercado de IoT na região crescerá de US$ 7,7 bilhões, em 2014, para US$ 15,6 bilhões até 2020. Atualmente, 59% das empresas estão avaliando iniciativas de IoT para 2016. Só no Brasil, este segmento deverá movimentar US$ 4,1 bilhões.

Quanto ao mercado de Big Data e analytics, a previsão é de que este mercado movimente US$ 811 milhões no Brasil em 2016, com uma em cada quatro empresas brasileiras iniciando novos projetos em 2016.

Já os pagamentos móveis ganharão massa crítica em 2016, superando os 30% de todas as operações financeiras durante o ano.

“O crescimento da população ‘bancarizada’, a base instalada de smartphones habilitados para NFC (Near Fiel Communication) e pagamentos baseados em Digital Wallet fomentarão o mercado de pagamento móvel”, explica João Paulo Bruder, coordenador de Pesquisas de Telecom da IDC Brasil.

No segmento de Telecom, o mercado total de serviços business fechará 2016 com uma queda de 0,5% em comparação a 2015. O crescimento nos serviços de dados e datacenter não serão suficientes para compensar as perdas dos serviços de voz fixa e móvel.