A Contax registrou um prejuízo líquido de R$ 226,8 milhões no ano passado. Foto: Divulgação.

A Contax, empresa de atendimento e contact center, fechou o ano de 2015 com prejuízo líquido de R$ 226,8 milhões. Já em 2014 a companhia obteve lucro líquido de R$ 96,6 milhões.

A receita líquida da empresa em 2015 foi de R$ 3,209 bilhões, uma queda de 7% em relação ao resultado alcançado no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 101,3 milhões no ano passado, redução de 75,5% ante 2014.

“Encerramos 2015 e iniciamos 2016 em um processo de profunda transformação na Contax em função de uma baixa eficiência e de um elevado patamar de ociosidade em que nos encontrávamos desde o segundo trimestre”, relata a administração da empresa, em nota.

A companhia afirma que seus resultados permanecem bastante influenciados pelas iniciativas relacionadas à desmobilização de sites e ajuste de estrutura. 

“As iniciativas visam melhorar a eficiência e qualidade de nossas operações bem como promover uma gradual recomposição de margens ao longo de 2016. No tocante à ociosidade do parque operacional, avançamos com o plano de desmobilização em velocidade melhor que a original, promovendo o encerramento ou redução das atividades em 10 unidades operacionais ao longo do quarto trimestre de 2015”, relatou a Contax.

No ano, a empresa registrou 19 sites desmobilizados total ou parcialmente. Com isso, o índice de ociosidade no Brasil caiu de 38% em no terceiro trimestre para 21% no último de 2015.

“O objetivo é trazer os níveis de ociosidade da infraestrutura física de nossas unidades operacionais a patamares entre 10% e 15%”, completa a nota da empresa. 

No início de março, a Contax anunciou a chegada de Nelson Armbrust à presidência da empresa. Shakhaf Wine, que estava na posição desde agosto do ano passado, passou a ser o presidente do Conselho de Administração da Contax.

Desde 2010, Armbrust atuava como diretor da Atento no Brasil. O executivo iniciou sua trajetória na companhia em 1999, como gerente nacional do departamento comercial, e ocupou diversas posições na operação brasileira e em outros países desde então.