Só pensar não basta mais, Descartes. Tem que estar online também. Foto: divulgação.

Um novo aplicativo móvel gratuito está permitindo que as pessoas compartilhem e comparem suas vidas durante sete dias. O aplicativo representa o lançamento do projeto de The Human Face of Big Data.

O app usa sensores nos telefones e respondendo a questões estimuladoras de pensamento com outras pessoas de todo o mundo sobre seus sonhos, seus interesses e suas visões sobre família, sono, confiança, sexo e sorte.

Formulado por Rick Smolan, cocriador da série de fotografias “Day in the Life” e outros projetos globais de crowdsourcing, o app está disponível para Android e a versão em iOS será lançada esta semana.

, uma série de iniciativas com o objetivo de inspirar uma conversa global sobre a nova capacidade da humanidade de coletar, analisar, triangular e visualizar amplas quantidades de dados em tempo real.

Informações sobre o tempo de atividade por dia, informações sobre a vida pessoal e profissional, confianças e inseguranças, caminhos percorridos, relacionamentos, esperanças, medos, rituais. Estes e muitos outros fatores são levados em consideração pelo app.

A partir disso, o aplicativo pode aprensentar ao usuário o seu "Data Doppelganger" (sósia de dados), uma combinação do seu próprio rosto (se escolherem fazer o upload de uma foto) e a do usuário que é sua correspondência de dados mais próxima.

PRA ONDE VÃO OS DADOS?

No quarta-feira, 2 de outubro, Smolan e a equipe realizarão uma série de eventos para mídia apenas para convidados em Londres, Cingapura e Nova York, onde os especialistas líderes em Big Data interpretarão e visualizarão o valor de sete dias de informações sendo transmitidas por participantes usando o aplicativo ao redor do mundo.

Além disso, empreendedores líderes em dados, cientistas e inovadores compartilharão exemplos do seu trabalho em um “Big Data Lab” interativo.

Um webcast ao vivo permitirá que todas as pessoas do planeta assistam às apresentações ao longo do dia.

Segundo Smolan, o Big Data está começando a afetar todos os aspectos da existência humana e todos que possuem um smartphone se tornaram um sensor humano, medindo e percebendo o mundo em tempo real.

"Desde curar doenças até conservar recursos preciosos como água e energia, Big Data pode ser a ferramenta de que precisamos para resolver muitos problemas urgentes da nossa era”, afirma.

Até quarta, 2 de outubro, o aplicativo móvel The Human Face of Big Data estará disponível ao público, com versões em oito idiomas: inglês, mandarim (simplificado), japonês, português, espanhol, francês, coreano e russo.

No final do projeto, os dados anônimos serão disponibilizados para pesquisadores, cientistas de dados e educadores para estudo como um snapshot de dados de uma semana na vida da humanidade em 2012.