Foto: Gilson Filho/Divulgação

O Parque Canoas de Inovação (PCI) está dando novos passos para a concretização.

Projeto anunciado em janeiro do ano passado, o parque – investimento calculado em R$ 100 milhões – começa a ter seu modelo de gestão definido com a formalização, nessa semana, do Instituto Canoas Inovação (ICI).

A criação do instituto sinaliza um modelo de gestão híbrida para o empreendimento.

ICI + S. A.
No plano de negócios, o ICI será um dos braços da administração do parque, ao lado de uma sociedade de propósito específico (SPE), chamada Canoas S. A., com participação da prefeitura.

A ideia, explica Jerson Cunha, gerente do projeto PCI na prefeitura de Canoas, é entregar ao ICI a gestão estratégica – responsável pelo perfil dos empreendimentos no parque – e à Canoas S. A., a gestão do ativo patrimonial.

Cunha acrescenta que as duas instituições também estarão focadas em fontes de diferentes recursos.

“Pelo ICI devemos buscar financiamento junto ao governo. Já através da Canoas S. A. atuaremos junto à iniciativa privada”, detalha o gestor.

Fazem parte do ICI a Ulbra, UniRitter, UniLassale e Instituto Federal de Educação, Refap, Seabrae/RS, IETEC, Simecan e IFRS Canoas. Nesse braço do parque, a prefeitura fica de fora, entrando apenas como apoiadora, ao contrário do que ocorre na Canoas S. A., onde o poder municipal participa.

PGTEC PARA DAR LARGADA
Criado o ICI, Canoas está de olho no edital do Pgtec, para a estruturação de Parques Tecnológicos no Estado, com R$ 12,8 milhões disponíveis, num valor total até 2014 de R$ 50 milhões. As inscrições vão até a próxima segunda-feira, 02 de julho.

A intenção é, caso o Parque Canoas de Inovação seja contemplado, iniciar a construção do prédio um, chamado de “Eu tenho uma ideia”, no primeiro trimestre do próximo ano.

Uma vez que tenha os recursos na mão, o cronograma se dedica à infraestrutura, no segundo semestre desse ano, e parte para o início da obras até o mês de março de 2013.

O projeto é encaminhado através da prefeitura.

O PARQUE EM CANOAS
No parque, serão sete áreas temáticas: tecnológica, social e comunitário, conhecimento, natural, serviços, pública e científica.

Em área (500 hectares na fazenda Guajuviras), o PCI será o terceiro maior parque do Brasil, e o potencial de geração de empregos após a implantação será de 34 mil postos, informa a prefeitura de Canoas.

Alguns dos setores alvo para o PCI são energia, biotecnologia, aeroespacial e novas tecnologias, áreas que se valem de empreendimentos já presentes na cidade, como a Refap, Springer e AGCO do Brasil.

O foco é trazer empresas que agreguem valor a esses segmentos, inclusive da área da TI, que desenvolvam soluções para as verticais alvo do projeto.

NO MAPA DA TI
Município com 324 mil habitantes e PIB per capita anual de R$ 38 mil, Canoas entra na rota tecnológica já presente na região metropolitana, com parques em Porto Alegre, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

Além do parque, a cidade tem outas iniciativas em TI na mira, com a Canoas TEC, empresa municipal de processamento de dados canoense.

Aprovada no ano passado pela câmara de vereadores do município, a entidade larga com um orçamento de R$ 1 milhão e foco no talento operacional.