Wilson Grava. Foto: divulgação.

A Pure Storage, fabricante internacional de equipamentos de storage em flash, anunciou reformulações em sua política de parceiros e canais de vendas, o que inclui sua presença no Brasil, iniciada no ano passado.

A empresa adicionou às suas fileiras Michael Sotnick, ex-Quest, como VP de Canais e Alianças Globais, enquanto Alex Hesterberg, ex-Riverbed e Symantec, assume o posto de VP da nova divisão de Organização de Sucesso dos Clientes e Parceiros e de Serviços de Tecnologia.

A nova área terá o objetivo de expandir as funções de consultoria de capacitação e educação da Pure para ajudar os parceiros a acelerar a adoção e a integração da empresa em ambientes maiores e mais complexos.

Antes de entrar para Pure Storage, Hesterberg lançou a organização Riverbed Professional Services e a divisão global de capacitação da Riverbed Technology, durante os sete anos que a empresa cresceu até atingir mais de US$ 1 bilhão em receitas.

Sotnick, ex-diretor de canais na Quest Software, focará na ampliação da velocidade da Pure no mercado, com parceiros novos e já existentes em todo o ecossistema de GSI, ISV, OEM, VAR e distribuição.

A estratégia da companhia também terá reflexos no mercado latino-americano e o brasileiro, país que a companhia norte-americana usou como porta de entrada para a região.

Para impulsionar seus negócios, a companhia anunciou a adoção de um modelo de distribuição regional em dois níveis, composto por dois distribuidores por país, um baseado no local e um distribuidor pan-regional. Na América Latina, os principais parceiros são a Acorp no Brasil e a NexSys no México.

Os planos de crescimento da Pure Storage para o Brasil e região são agressivos, segundo destacou Wilson Grava, VP da companhia na América Latina, em entrevista ao Baguete em janeiro deste ano.

O plano da companhia é manter índices de crescimento sintonizados com o mercado norte-americano, em uma média de 50% por trimestre. No exterior a companhia já integra o quadrante mágico do Gartner no segmento de all-flash arrays, sendo avaliada atualmente em US$ 3 bilhões. 

Segundo Sotnick, a companhia quer se diferenciar como a única do setor de storage totalmente focada em canais.

“Desde sua criação, a Pure Storage manteve o foco na construção de um programa de canais diferenciado e de alto desempenho, enquanto caminhava para se tornar a próxima grande empresa de armazenamento", destaca o executivo.

O desafio da companhia não é fácil, tanto no Brasil quanto globalmente. Segundo dados do IDC, em 2014 o segmento de storage, viu a receita registrar seguidas quedas a cada semestre.

A companhia já conta com cerca de doze funcionários em sua operação Latam. Inicialmente, a equipe é concentrada na parte de apoio e consultores para grandes contratos.

Fundada em 2008 por ex-profissionais de empresas como IBM e HP, a Pure Storage se orgulha de contar com executivos tarimbados em sua estrutura. Ao formar sua operação no Brasil, não foi diferente. 

Além de Grava, ex-VP Latam da NetApp, outro nome de peso que a companhia contratou em 2014 foi o de Wagner Tadeu, que deixou a posição de CEO na NetApp Brasil para liderar a filial brasileira da empresa.