Vivo preparando a chegada do 4G na capital gaúcha. Foto: divulgação.

A Vivo desativará em abril a frequência MMDS, utilizada pela operadora em seus serviços de TV por assinatura, abrindo caminho para a chegada da tecnologia 4G em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

A medida segue uma determinação regulamentar da Anatel e desocupação do sinal ocorrerá em 25 de abril. A partir de junho, a Vivo passará a recolher os equipamentos.

A empresa já está contatando seus assinantes nas três capitais, que terão um serviço provisório, com número reduzido de canais até o final de maio, para procurar um novo provedor de TV paga.

Com esta decisão é fácil supor que a operação de banda larga móvel de quarta geração já esteja engatilhada pela operadora. Com a liberação do sinal, a Vivo pode muito bem entrar imediatamente com a oferta.

No entanto, a empresa não divulgou informações sobre os planos para o 4G, mesmo que a luz vermelha já esteja acesa para alguns prazos - principalmente no Rio de Janeiro, uma das sedes da Copa das Confederações.

Segundo Antonio Carlos Valente, presidente da Telefonica Vivo, a empresa já possui o know-how do 4G, citando o conhecimento adquirido com a implantação de 4G que a Telefonica conduziu na Alemanha. Isso poderia agilizar mais o processo.

Em Porto Alegre, a Claro lançou oficialmente seu serviço de 4G no início de março, operando em caráter limitado, usando 10Mhz, um quarto da frequência adquirida pela companhia no leilão do 4G no ano passado.

Para liberar esta frequência, a Claro desocupou parte da faixa da operadora de TV paga NET, controlada pela America Movil, que também é dona da operadora.

Atualmente a Vivo lidera entre as operadoras no market share gaúcho, abocanhando 40,9% do mercado, cerca de 10 pontos percentuais a mais que a Claro.

No entanto, para o 4G não basta apenas liberar frequência. De acordo com especialistas, em função de ter um raio de sinal reduzido, a ampliação de antenas é um fator crítico para o sucesso da nova geração da banda larga móvel.

Recentemente, Vivo e Claro assinaram um termo de compromisso para compartilharem as suas antenas para a implantação do 4G.

A Vivo também patenteou um nova tecnologia de baixo impacto ambiental para a instalação de novas antenas em perímetro urbano, usando postes de luz adaptados com estações-base subterrâneas ligadas ao equipamento de transmissão.

A tecnologia está em testes em cidades como Brasília e Rio de Janeiro, e pode ser uma saída em cidades com leis ambientais mais complicadas para a instalação de antenas.

Este é o caso de Porto Alegre, onde operadoras se encontram barradas pela atual legislação, com restrições de distância entre antenas, proibição de estações-base em regiões populosas e no topo de prédios.