CIO não está onde gostaria de estar. Foto: quinky / Shutterstock

Os gestores de departamentos de TI ainda estão longe do que querem ser dentro das organizações.

É a conclusão que fica de um estudo encomendado pela integradora PromonLogicalis e a fabricante de chips Intel com gestores de 211 empresas com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 5 bilhões durante os meses de fevereiro e março de 2014.

Fazendo uma autoavaliação do nível de maturidade de TI da suas empresas, 58% se qualificaram como de nível “intermediário”, significando que a área de tecnologia está alinhada com as atividades críticas do negócio.

Um número menor, de 14%, se autoavalia ainda pior, falando em “Baixa Maturidade”, um estágio no qual a TI tem apenas algumas interações formais com as áreas de negócios. 2% falam em “Imaturidade”, que é um estado apenas reativo.

Projetando o futuro das suas empresas, 51% dizem que o nível ideal seria "Maduro", significando a posta em prática de indicadores formais de desempenho medindo benefícios de TI visíveis.

Outros 42% se colocam uma meta ainda mais ousada, mirando a "Excelência", um ambiente de TI com processos e métricas difundidos e aceitos alinhamento com melhores práticas de mercado.

Só 7% acreditam que o nível de “Maturidade” é o suficiente e, lógico, ninguém tem um plano visando chegar ao estágio mais baixo de organização.

A discrepância entre as metas futuras e o estágio atual não é um problema do tipo “a grama do outro lado é sempre mais verde”, uma vez que, avaliando os concorrentes, os CIOs estimam que 54% também estão em nível intermediário.

Um dado interessante mostrado no estudo é que 61% da decisão de investimento em tecnologia é compartilhado entre o CIO e outras áreas das organizações.

Pelo levantamento, 49% das empresas ouvidas pretende ampliar os investimentos em tecnologia frente aos números do ano anterior; 25% estimam que o percentual será idêntico ao de 2013 e 21% prevê redução no valor investido ano passado.

A prioridade nos investimentos na modalidade Capex figuram temas como segurança (25%), redes (20%), data center (19%), aplicações/software (19%) e comunicação unificada (12%).

Na modalidade Opex vem temas como terceirização e prestação de serviços (27%), telefonia e conectividade (14%), aplicações e software (14%), data center (12%), redes (9%) e comunicações unificadas (8%)

Quanto a computação em nuvem, 64% dos CIOs afirma que já adota algo dentro do conceito, sendo que nuvens privadas tem a preferencial de 43% do total de gestores. O que subiu para cloud, de acordo com o levantamento foram ferramentas de correio...

O universo pesquisado aponta ainda que 35% não adota ou não tem planos de partir para o modelo. A barreira para isso, indicam respondentes, versa sobre questões culturais.

Quase metade das companhias localiza-se na região Sudeste, seguido por Sul (26%), Nordeste (15%), Centro-Oeste (7%) e Norte (3%). Por vertical, a predominância foi manufatura, finanças, varejo, serviços e governo.