Para executivo, salame se fatia, a TIM não. Foto: divulgação.

A TIM não é linguiça pra ser fatiada. A forte declaração é de Marco Girasole, vice-presidente de assuntos institucionais da TIM Brasil, comentando o rumor de um desmembramento da companhia devido às mudanças no quadro acionário da operadora, já que a Telefónica - dona da Vivo - passou a ser a controladora da Telecom Itália - dona da TIM.

Segundo sugerem analistas, como a legislação brasileira e suas regulações antitruste impedem que um mesmo grupo detenha duas operadoras, a TIM poderia ser dividida em três partes para Vivo, Claro e Oi, mantendo a concorrência franca e fortalecendo o caixa das operadoras.

Segundo destacou Girasole ao Valor, o acordo entre Telefónica e a Telco – consórcio que controla a Telecom Italia – não afetou em nada as operações da TIM, e nenhum dos rumores levantados com a mudança procede.

“Continuamos sendo a TIM e é preciso muito cuidado antes de especular sobre o futuro de uma empresa que tem uma atuação sólida no mercado brasileiro”, afirmou.

A posição de Girasole é reforçada pelo presidente da Anatel, João Rezende, que destacou que a Telefônica tem 30 dias para apresentar um novo acordo de acionistas para a agência.

“Todo o resto é especulação”, disparou o presidente da agência.

VODAFONE ESTÁ AÍ

À parte da divisão da TIM, outra hipótese seria a venda da operadora para um novo player entrar no mercado. Um desses players pode ser a europeia Vodafone, que aterrisou recentemente no país com por meio de MVNO com a Datora Mobile, que se tornará Vodafone Brasil.

Se a TIM entrar no mercado para uma possível venda, a Vodafone pode ser uma forte concorrente para adquirí-la, um passo que aceleraria os planos de crescimento da operadora internacional no país.

Dinheiro para isso ela tem, já que recentemente embolsou cerca de US$ 130 bilhões com a venda de sua participação na norte-americana Verizon. A TIM, segundo apontam analistas, tem um preço de mercado avaliado em US$ 10 bilhões.