A Vivo contratou especialistas para criar um núcleo de business intelligence e biga data. Foto: Divulgação.

A Vivo contratou especialistas para criar um núcleo de business intelligence (BI) e biga data, chamado de Vivo Data Labs. 

A unidade conta com 120 pessoas, das quais 49 são capacitadas para trabalhar com ferramentas e aplicações de big data. O time é formado por cientistas de dados com doutorado em matemática e estatística.

No último ano, a Vivo afirma que aumentou em 18 vezes a capacidade de processamento de BI e big data. Em 2016, a expectativa é chegar a um aumento de 87 vezes. 

O plano da Vivo para o segmento reúne uma série de projetos em áreas como redes, comercial e marketing, que estão em diferentes fases de implementação.

As ferramentas permitem à operadora analisar o comportamento de clientes no uso de serviços de telecomunicações, assim como explorar toda malha de informações de redes fixa e móvel e gerar ações comerciais ou operacionais com o objetivo de melhorar a experiência do assinante;

Por questões de privacidade, a empresa relata que as informações são analisadas de forma agregada. A análise leva também a ações para o grupo, e não individualizadas.

Um exemplo de utilização do Big Data é o projeto para identificação prévia de problemas massivos na rede fixa (voz e dados). Com a tecnologia, a empresa analisa um conjunto de informações em tempo real para tomar medidas proativas para encontrar a solução.

As informações analisadas referem-se a alterações no volume do tráfego de internet e voz em determinada região, aumento na quantidade de ligações para o call center, informações sobre tipologia da rede e dados geográficos que indicam localidades com maior incidência de problemas, sejam furtos ou rompimento de cabos. 

Na prova de conceito, realizada no início do ano, este projeto reduziu em 70% o tempo de identificação e solução da massiva, com mais de 85% de precisão no diagnóstico. 

Outro projeto, iniciado há cerca de seis meses, diz respeito à otimização e dimensionamento de rede móvel. A partir da análise da demanda qualificada, experiência de uso e qualidade no tráfego de voz e dados dos clientes, a Vivo estima a demanda futura e otimiza investimentos dedicados a aumento da capacidade de rede.

Com a tecnologia de big sata, a operadora vem aplicando, ainda, a técnica machine learning de computação cognitiva, com a qual o computador aprende a analisar informações e a gerar insights. 

Esta tecnologia vem sendo aplicada em frentes como o Next Best Action (acompanhamento do ciclo de vida do cliente para se antecipar a suas necessidades) e Predição de Churn (tomada de medidas para evitar que o cliente deixe a empresa).

O big data também é utilizado pela Vivo para definir novos portfólios de planos móveis (pré, pós e controle). A empresa simplificou e ampliou os pacotes de dados nos planos móveis com o suporte dos insights, que mostraram a demanda crescente por internet.

Recentemente, a Vivo mudou seu organograma para reunir sob a mesma vice-presidência todas as áreas relacionadas à transformação digital da empresa, demonstrando a força dessa tendência. 

A nova vice-presidência de Estratégia Digital e Inovação, comandada por Ricardo Sanfelice, faz parte da estrutura do CRO da empresa, Christian Gebara, responsável também pelas áreas de marketing e vendas de todas as linhas de negócios da Vivo.