Maddog recomenda: Sagu, minha gente! Foto: Baguete.

Um "causo" gaúcho, passado na Univates, universidade com campus em Lajeado e Encantado, estrelou a palestra de Jon Maddog Hall, diretor-executivo da Linux Internacional no fisl13, em Porto Alegre, nesta quinta-feira, 26.

Com a tradicional barba branca e um gorro de pinguim, o guru do open source narrou a criação do Sagu - Sistema Aberto de Gestão Unificada, da qual participou, em 2000, o atual coordenador do Portal do Software Público do Brasil, Cesar Brod.

Como relembrou o “cachorro louco”, na década de 90, quando Brod chegou à Univates, a instituição usava um software proprietário que não dava conta da chegada dos novos alunos.

“O que fazer? O usual seria comprar mais software proprietário, mas não foi isso o que fizeram”, relembrou Maddog. “O Sagu, solução de gerenciamento para universidades e bibliotecas, foi a resposta ideal”, opinou.

O software está em uso até hoje, contando com a colaboração de mais de uma comunidade de quatro mil desenvolvedores. E, segundo Maddog, “faz o que muito software fechado não faz”.

SOFTWARE QUE ALIMENTA
Na palestra, no Centro de Eventos da PUC, o guru do open source também contou que, certa vez, descobriu que uma universidade australiana estava gastando cerca de US$ 5,2 milhões em um sistema que, após alguns anos, ainda não conseguia usar bem.

“Sabem o que eu deveria ter feito? Ligado pra eles e dito: hey, que tal vocês me darem os US$ 5 milhões, eu contratar dois desenvolvedores brasileiros e nós darmos um pouco de Sagu pra vocês?”, brincou, arrancando risadas da plateia.

MENOS TEMPO, MENOS DINHEIRO
Para ele, a lógica básica do software livre é encontrar soluções de forma mais rápida e mais barata.

“A verdade é que provavelmente se daria o código de graça”, completou Maddog, que tem mais de 60 anos de idade e programa desde os 19.

RUMO AO TOPO
Apesar de casos como o da universidade australiana, o palestrante acredita na ascensão do software livre – especialmente do Sagu.

“A última vez que ouvi falar de Sagu fora do Brasil, tinha um japonês que mora na Alemanha traduzindo o programa para o inglês”, contou.

MENOS LOUCO
Figura carimbada do Fisl e outros eventos do setor, Maddog também aproveitou a palestra desta quinta-feira para explicar a origem de seu apelido.

“O ganhei em um tempo em que tinha menos controle sobre o meu temperamento”, explicou.