Fortunati durante a inauguração do Ceic. Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Porto Alegre inaugurou nesta quinta-feira, 25, o seu Centro Integrado de Comando (Ceic), um investimento de R$ 5,6 milhões situado sobre o novo data center da Procempa na capital.

O local conta com um grande telão de 16 metros de largura por dois de altura formado por 39 telas LED de 55 polegadas cada.

As telas podem transmitir cada uma imagens de 300 câmeras de monitoramento e informações de diversos sistemas de órgãos da prefeitura para 24 posições de trabalho, ocupadas por funcionários de 18 secretarias e órgãos diferentes, cada um equipado com duas telas de computador e operando 24x7.

“No Brasil, só o Rio de Janeiro tem uma estrutura parecida”, afirmou durante a inauguração o prefeito José Fortunati, destacando que a experiência carioca foi a inspiração do centro gaúcho.

Na sala, trabalharão juntos representantes da Guarda Municipal, Samu, EPTC, DMLU e Dmae, ajudando a articular respostas conjuntas para problemas na cidade em tempo real. Futuramente, a ideia é ter também representantes da Brigada, CEEE e Polícia Federal, revelou Fortunati.

O local aproveita a estrutura de energia e segurança de dados do data center da Procempa, um investimento de R$ 20 milhões situado no andar de baixo.

Compartilhar o uso das câmeras e ter um espaço único para tomar decisões – que inclui uma sala de crise na qual o prefeito pode se reunir com os secretários – é só o aspecto mais visível da abordagem mais representada pelo centro, afirma o presidente da Procempa, André Imar Kulczynski.

“O verdadeiro desafio agora é promover mais integração de sistemas e compartilhamento de informações”, afirma Kulczynski.

Com as secretarias e órgãos de governo trabalhando mais integradas, o próximo passo é agora comprar softwares analíticos que permitam extrair inteligência de dados e imagens brutas, aponta o gerente de Operações da Procempa, Lafaiete dos Santos.

Hoje, as câmeras da prefeitura já tem funcionalidades de análise de imagem que permitem controlar fluxos de pessoas ou certos tipos de atividade suspeita, mas isso é pouco ainda comparado com as possibilidades oferecidas por ferramentas mais potentes disponíveis, garante Santos.

“A própria interação das partes vai nos dar ideias sobre quais são as demandas que podem atendidas pelas soluções”, comenta o gerente de Operações, que já está estudando opções disponíveis no mercado.