FISL 13

Portabilis: software livre dá dinheiro, sim!

25/07/2012 13:53

Start up ensina fazer negócio com solução no Portal do Software Público. Em 2,7 anos, 13 prefeituras clientes.

Lucas D'Avila. Foto: Baguete Diário.

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Com um negócio alicerçado em software livre, a catarinense Portabilis, de Içara – a 182 km de Florianópolis – quer ganhar canais no Brasil com base no i-Educar, solução disponível no Portal do Software Público.

Conforme um dos três sócios do empreendimento, aberto em 2009, o negócio é prova de que software livre é lucrativo.

"É possível, sim, ganhar dinheiro com software livre”, firmou Lucas D'Ávilla durante palestra nessa quarta-feira, 25, sobre empreendedorismo e software público no Fisl 13, em Porto Alegre.

Conforme o jovem, quando ainda pensavam em que tipo de empresa de TI abrir, ele e mais dois sócios se depararam com o governo encerrando o suporte ao software de gerenciamento para educação.

Foi daí que surgiu a ideia de usar o i-Educar numa oferta de serviços.

Resultado: 2,7 anos depois, são 13 clientes na carteira, todos prefeituras da região de Içara.

O faturamento, D'Ávilla não revela, mas garante: está em plena expansão.

Para infraestrutura, a Portabilis usa os serviços da Amazon S3 e Linode. O gerenciamento é feito com zero aplicações no desktop, via Google Docs e Github, em ambiente Ubuntu, e a comunicação se baseia em Skype e hangout do Google.

“Fomos comendo pelas beiradas”, afirma o sócio, que é responsável pela parte de desenvolvimento da start up catarinense.

DE CASA

Além dos três sócios, hoje a empresa tem mais dois colaboradores e aposta no home office.

COMO FAZ?

Para priorizar o crescimento do negócio, cada sócio ganha um salário fixo, independente dos resultados da empresa. O que resta, é reinvestido.

“Somos uma empresa pequena, ainda. Temos contratos por mais quatro anos, mas já estamos pensando em como mantê-la além desses clientes atuais”, explica D'Avila.

PRIVADOS E PARCEIROS

Para buscar o crescimento, a companhia mira duas frentes: uma, a iniciativa privada, com foco em escolas particulares.

A outra, parcerias para alavancar os negócios - estratégia que já tem uma cadastrada, em Blumenau, cujo nome D'Avila prefere manter em segredo.

"Nas parcerias, atuamos com dois modelos: usar revendas como facilitadores e prestar o serviço direto ao cliente, ou ter na revenda um prestador de serviços, com apoio da Portabilis", comenta o sócio.

No suporte, a Portabilis pode assumir integralmente, ou entrar quando o conhecimento da revenda acaba.

MAIS GENTE

No roadmap, também entram contratações de desenvolvedores, embora este ainda seja "mais para a frente”, segundo D'Avila.

POLÊMICA NO CAMINHO
Recentemente, em reunião conjunta das comissões de Infraestrutura e de Ciência e Tecnologia do Senado em Brasília, as entidades de TI aproveitaram para criticar o Portal do Software Público.

No portal, 56 empresas e organismos do governo disponibilizam soluções open source para a administração pública.

Para as entidades, é uma intromissão ilegítima do governo no mercado.

No entanto, o impulso governamental parece longe de terminar. A participação de soluções open source no mercado brasileiro em 2010 foi de 2,95%.

Dos US$ 563 milhões movimentados pelo software livre, 66% correspondem a gastos do governo.

Veja também

ATAQUE
Entidades batem no Portal do Software Público

Para entidades, oferta de soluções open source e incentivo ao modelo de serviços são um erro do governo federal.

Brasília: força para o ERP gratuito nas cidades

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) abriu nesta terça-feira, 24, uma consulta pública sobre a criação de uma ata de registro de preço para contratação de serviços para alguns softwares disponíveis no Portal do Software Público.

MP-RS: fábrica de software e virtualização

O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai investir em torno de R$ 17 milhões em TI no ano que vem, quando o foco será a área de sistemas.

Do investimento, que será cerca de 13,3% acima do destinado pelo órgão ao setor em 2011, R$ 2 milhões deverão ser voltados à fábrica de software, com vistas à unificação de sistemas de primeiro e segundo graus, além de sistemas de protocolo.

Ibrowse realiza na Ulbra 1a extensão em Jaguar

A gaúcha Ibrowse, em parceria com a Ulbra, realiza nos sábados 16, 23 e 30 de julho o primeiro curso de extensão em Jaguar, solução disponibilizada no Portal do Software Público.

O curso, aberto a estudantes de qualquer universidade e profissionais do mercado, acontece sempre das 8h30 às 17h30, sob instrução de Eric Gomes, arquiteto de aplicações em Java EE da Ibrowse.

Dueto nas prefeituras mais transparentes do RS

No ranking das 20 prefeituras mais transparentes do Rio Grande do Sul, definido pelo TCE-RS, quatro usam o Pronim, software para divulgação de dados de gestão municipal da gaúcha Dueto: Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Gabriel e Antônio Prado.

As cidades ocupam, respectivamente, a segunda, quarta, oitava e nota colocações no ranking, que tem a liderança dividida por Porto Alegre e Cachoeirinha.

Veus: SMS e E-Atestado para RJ e SP

O Movimento Junta Rio pela Saúde (MJRS) e a Associação Paulista de Medicina (APM) acabam de adotar soluções da carioca Veus Technology, especialista em sistemas para laboratórios e envio de informações via SMS.

Na capital fluminense, a Veus desenvolveu, sem custos, um sistema de acompanhamento via torpedo para pacientes infectados com o vírus da dengue.