Divulgação, iriskh/Flickr

A empresa de venture capital norte-americana Sequoia Capital poderá ter uma operação no Brasil.

Segundo publicado por um dos blogs do jornal The New York Times, um dos colaboradores da Sequoia, David Velez, deverá visitar o país em julho para estudar a abertura de um escritório em São Paulo.

O jornal – que cita como fonte dois investidores brasileiros que pediram para não ser identificados – também informa que a empresa está atrás de um associado.

Considerada uma das firmas de financiamento mais influentes do Vale do Silício, a Sequoia atua em todos os estágios de desenvolvimento das empresas e já investiu em companhias como Apple, Google, PayPal, Cisco Systems, Oracle, Electronic Arts, Yahoo! e LinkedIn - juntas, essas empresas faturaram US$ 238 trilhões no ano passado.

A firma já tem escritórios na China, na Índia e em Israel.

De acordo com o jornal, a Sequoia está se movimentando para chegar ao Brasil há um ano.

Em dezembro de 2010, um sócio da empresa, Doug Leone, esteve no país buscando investimentos em potencial para expandir seus negócios.

Velez, aparentemente o nome eleito para a prospecção, já ajudou a iniciar as operações da General Atlantic no Brasil. Antes disso, o engenheiro graduado em Stanford já tinha passado pela Morgan Stanley e grupos de financiamento em Nova York.

No Brasil, a Sequoia ainda não tem empresas de tecnologia investidas.

O primeiro investimento da empresa na América Latina foi a uruguaia Scanntech, fundada em 1991, que recebeu US$ 10 milhões do fundo norte-americano.

Além da Sequoia, outros grupos internacionais, como a inglesa Inflexion, estão de olho no Brasil.

Estimativa da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital indica que o Brasil deverá experimentar um crescimento de 20% nesse tipo de aporte para negócios em 2012.
 
Somente o BNDES investirá R$ 1 bilhão até 2014 em venture capital. Nos cálculos do banco, o valor deve chegar a R$ 5 bilhões com os aportes do mercado.
 
Conforme cálculos da Associação Brasileira de Startups (ABS), o Brasil tem 3,5 mil investidores anjo, atualmente.