Eduardo Borba

A Sonda IT reestruturou sua operação comercial no Brasil, visando posicionar-se como uma integradora de soluções com foco em verticais de mercado, aumentando a penetração nos clientes da sua base.

O movimento pode ser visto como uma “digestão” das aquisições feitas pela empresa no Brasil nos últimos anos. Até agora, a companhia se organizava em seis divisões de negócio, com cada uma delas sendo no fundo uma das empresas compradas no passado.

Assim, a área de tecnologia fiscal e SAP era oriunda da Procwork, adquirida pela Sonda ainda em 2007; as áreas de virtualização, cloud computing, armazenamento e segurança da Kaizen, comprada em 2010 e as de tecnologia de comunicações da Telsinc, agregada em 2012.

“Queremos fazer negociações em outro nível com nossos clientes, assim como criar novas relações com as companhias que vendemos”, resume Eduardo Borba, presidente da Sonda IT.

Borba, na Sonda desde 2011, assumiu o comando da Sonda IT em abril do ano passado, já tendo em vista a nova estrutura, voltada para mercados alvos dentro dos setores de Serviços, Indústria e Telecom.

O time comercial será verticalizado dentro desses segmentos, com algumas divisões internas. A Sonda IT tem 800 clientes ativos, dos quais 300 foram denominadas key accounts.

A estratégia é liderada por Gutembergue Rodrigues, outro executivo de carreira da Sonda, que assumiu a vice-presidência de vendas 

No atual clima econômico, com as previsões para o PIB falando em nova queda na faixa dos 4%, Borba é realista sobre os resultados que o novo posicionamento comercial pode trazer para a Sonda IT.

“Nosso objetivo é crescer acima do mercado”, resume Borba, sem dar maiores detalhes. Para o médio e longo prazo, o presidente da Sonda IT acredita que a nova organização deverá trazer ganhos ao colocar em maior destaque o nome da multinacional chilena.

Atualmente a empresa opera com 22 mil colaboradores em dez países da América Latina e seu faturamento em 2015 alcançou receita consolidada de US$ 1,25 bilhão em 2015 (cerca de 60% fora da sede chilena, com destaque para o Brasil), uma alta de 1,4% em relação ao mesmo período no ano anterior, e um EBITDA de US$ 178,5 milhões, que representa 2,3% a menos que em 2014.

A meta é que a Sonda IT se posicione como uma integradora, vendendo projetos ponta a ponta que possam incluir tecnologias de diferentes fabricantes como SAP, Cisco, Microsoft, EMC e HP.

“Nós demoramos um pouco para dar esse passo”, afirma Borba. “Mas o retorno dos clientes tem sido positivo e acredito que a nova estratégia deve ser um sucesso”.