Emanuelle, um clássico.

O Grupo Bandeirantes reaqueceu um amor antigo por produções eróticas e fechou um acordo com o canal Sex Prive para lançar o Clube Erótico, um serviço streaming online para conteúdo adulto.

Os mais antigos do lugar hão de lembrar dos tempos aúreos da Sexta Sexy, sessão de filmes eróticos emitidos pelo canal no começo dos anos 90. A partir de 1995, ele foi batizado de Cine Band Privé e começou a ser emitido de sábado para domingo.

A interminável quantidade de filmes da série Emanuelle e outros títulos do gênero de pornografia branda conhecida como softcore garantiram um boom de audiência barata para a emissora.

O tempo passou, a Internet surgiu como uma forma nos meios de comunicação, mas o sucesso do Cine Band Privé permaneceu.

Ainda em 2006, a Folha de São Paulo relatava uma audiência de 4 pontos na Grande São Paulo para o programa, o equivalente a 700 mil espectadores. Era o suficiente para ficar no top 5 da audiência do período. 

Em algum ponto não relatado pelos historiadores da Wikipedia, no entanto, o programa saiu do ar.

Ele chegou a fazer uma volta fulgurante ao estilo dos 100 dias de Napoleão entre os dias 7 de janeiro e 12 de fevereiro de 2012, antes do exílio final.

Os tempos parecem ter mudado em definitivo e nenhum jovem entende mais o sentido de acordar no meio da noite para assistir filmes escondido na madrugada.

Se levantassem a cabeça dos seus celulares em algum momento, provavelmente os adolescentes de hoje se perguntariam o que diabos é aquele aparelho no centro da sala. 

A Band parece ter entendido o novo espírito refletido numa nova programação sem apelo nenhum a sutileza.

Na sua grade, o Sex Privé lista títulos como O Paraíso Anal e Meu 1º Big Macky.

O tempora, o mores.