Davi derrotou Golias no mundo empresarial. Foto: Flickr.com/contigo

A Renner alcançou este ano um valor de mercado superior ao da J.C. Penney, rede americana que foi controladora da rede de vestuário gaúcha até maio de 2005, quando se desfez de 98% das ações.

Transformada em empresa com controle diluído no mercado a partir de então, a Renner virou o jogo sobre a ex-controladora em dezembro de 2012, quando as duas empresas valiam praticamente o mesmo - R$ 9,8 bilhões, informa o Valor Econômico.

As ações da J.C. Penney chegaram a um pico de US$ 40 no início de 2012, mas vêm caindo  e, nos primeiros dias de janeiro de 2013, a rede valia US$ 4,57 bilhões, ou R$ 9,15 bilhões.

Com base na cotação média da manhã de ontem, a empresa vale US$ 3,64 bilhões, com papéis fechados a US$ 16,40 na quinta-feira, 23.

Já para a Renner, a perda houve, mas foi muito menor. No acumulado de 2013 as ações perderam 2,8% do valor, e, com base na média do preços das ordinárias na manhã da quinta-feira, vale R$ 9,38 bilhões.

A rede gaúcha só vai divulgar seus resultados do último ano no fim da tarde desta sexta-feira, 24. Analistas projetam receita líquida consolidada (varejo e serviços financeiros) com avanço de 15,7% no trimestre, chegando a R$ 817,8 milhões.

Em 2012, a varejista registrou vendas líquidas de R$ 3,46 bilhões e lucro líquido de R$ 355 milhões.

Enquanto isso, a J.C.Penney vendeu US$ 17,2 bilhões em 2012 (R$ 34,4 bilhões) e apurou prejuízo de US$ 152 milhões (R$ 304 milhões).

Além disso, a Renner projeta crescer organicamente este ano, com expansão de até 46 novas lojas, e mantém o mesmo presidente, José Galló, há muitos anos.

A J.C. Penney, por sua vez, vem somando prejuízos crescentes, registrando vendas abaixo do esperado e trocou de presidente recentemente.

De origem familiar, a Renner vendeu seu controle para a norte-americana em 1998 por US$ 139 milhões.

Sete anos depois, a saída da controladora do negócio fez parte de um processo de desinvestimento do grupo na América Latina, concentrando-se no setor de lojas de departamento dos EUA, que não vem muito bem das pernas nos últimos anos.