Beto Richa, governador do Paraná. Foto: ANPr.

O Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou a quarta maior economia do Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A economia paranaense respondeu por 6,3% de todas as riquezas geradas no país em 2013, atrás de São Paulo (32,1%), Rio de Janeiro (11,8%) e Minas Gerais (9,2%). O Rio Grande do Sul ficou com 6,2%. 

A mudança de patamar da economia paranaense é histórica, pois desde 1949 o estado ocupava a posição de quinta maior economia do Brasil.

“Somos o 6º estado brasileiro em população e o 15º em extensão territorial, mas o esforço dos trabalhadores e das empresas paranaenses nos elevou ao grupo das quatro maiores economias regionais do país”, afirma o governador Beto Richa.

Julio Suzuki Júnior, presidente do Ipardes, ressalta que a mudança é resultado de uma combinação de fatores. 

“O Paraná adensou sua estrutura produtiva nos últimos anos, com um agronegócio pujante, que não pode ser igualado hoje por nenhum outro estado do Sul e do Sudeste. Ao mesmo tempo, atraiu um ciclo de investimentos produtivos, puxado pelo programa de incentivos Paraná Competitivo”, explica. 

Em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) somou R$ 332,8 bilhões no Paraná. No ano, a economia estadual cresceu, em termos reais, 5,6% em relação ao ano anterior, embalada pelo desempenho da agropecuária, da indústria de transformação e do setor de serviços. 

A indústria teve como motor a produção de veículos automotores, máquinas e equipamentos, alimentos e produtos madeireiros. O crescimento do Paraná foi maior do que o do Brasil, que cresceu 3% em 2013. 

O Paraná subiu uma posição no ranking de PIB per capita e passou a ocupar a sexta colocação.

Em 2013, o estado registrava uma renda de R$ 30.265 per capita, à frente do Rio Grande do Sul R$ (R$ 29.657), e atrás do Distrito Federal (R$ 62.859), São Paulo (R$ 39.122), Rio de Janeiro (R$ 38.262), Santa Catarina (R$ 32.290) e Espírito Santo (R$ 30.485). A média do Brasil foi de R$ 26.444. 

O crescimento do PIB em 2013 foi acompanhado também de redução da desigualdade social. O Paraná é hoje o estado com a segunda menor desigualdade social segundo o índice Gini (índice da desigualdade social), perdendo para Santa Catarina.

Para 2015, o Ipardes estima que o Paraná deverá ser impactado pelos efeitos da crise da economia nacional. As últimas projeções de analistas ouvidos pelo Banco Central apontam para uma retração 3,1% no PIB no Brasil nesse ano.