No ranking de banda larga móvel, o Brasil é o 37º. Foto: Tsyhun/Shutterstock.com

O estudo State of Broadband, da União Internacional de Telecomunicações (UIT), divulgado na segunda-feira, 22, mostra que o percentual de pessoas que utilizam a internet coloca o Brasil na 74ª posição do ranking de países mais conectados, com 51,6%.

Atualmente, há 77 países que possuem mais de 50% da população online – sete a mais do que em 2013. Por outro lado, 90% das pessoas nos 48 países menos desenvolvidos permanecem totalmente desconectados, segundo o MobileTime.

O Brasil está em 73º lugar no ranking da pesquisa de conexões por banda larga fixa, com penetração de 10,1% por grupo de cem habitantes. O país está atrás de México (70º, com 11,1%), China (59º, com 13,6%), Rússia (50º, com 16,6%) e Uruguai (43ª com 21,1%). 

Apesar de o mercado brasileiro estar ligeiramente acima da média (de 9,4%) entre 190 países, ele está muito distante das economias desenvolvidas do topo da lista. 

Na primeira posição está Mônaco, com penetração de 44,7%, seguida por Suíça, com 43%, e Dinamarca, com 40,2%.

Já no recorte de penetração por residências somente de países em desenvolvimento, o Brasil ficou em 34º, com 42,4%, logo atrás da China (43,9%), na 33ª posição. 

Nesse ranking, Argentina (53,9%) e Uruguai (52,7%) estão em 21º e 22º, respectivamente, enquanto o Chile está em 25º, com 49,6%. A África do Sul aparece em 37º, com 39,4% e a Índia em 75º com 13%. 

No ranking de banda larga móvel, o Brasil se encontra melhor posicionado, em 37º, com penetração de 51,5%. 

Embora melhor do que nações desenvolvidas como Alemanha (44,7%, 44º lugar) e Suíça (44,3%, 45ª posição), além de competidores como China (78º, com 21,4%) e Índia (113º, com 3,2%), o país ainda se encontra atrás da Rússia (29º, com 60,1%), Costa Rica (20º, com 72,1%) e Estados Unidos (10º, com 92,8%). 

Nessa lista, o total de países com informações disponíveis foi de 138, e a média global foi de 26,7% de penetração.

De acordo com o estudo, 40% da população mundial está conectada, com o número de acessos saltando de 2,3 bilhões em 2013 para 2,9 bilhões até o final deste ano. 

A previsão é de que mais do que 50% da população estejam online até 2017.