HP reestruturando para sair do vermelho. Foto: divulgação.

A HP registrou prejuízo de US$ 8,9 bilhões no terceiro trimestre fiscal de 2012, encerrado em 31 de julho, contra um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão obtidos no mesmo período do exercício fiscal anterior.

A causa para o brusco revés que a HP tomou em suas finanças vem da baixa contábil no valor de sua unidade de serviços, principalmente relacionada a sua compra da EDS.

Segundo informações passadas pela companhia nesta quarta-feira, 22, a receita, por sua vez, teve queda de 5%, recuando de US$ 31,2 bilhões, um ano antes, para US$ 29,7 bilhões.
    
O Grupo de Sistemas Pessoais (PSG, na sigla em inglês) teve uma queda de faturamento de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano fiscal de 2011, enquanto a receita do Grupo de Imagem e Impressão (IPG) diminuiu 3% , com uma margem operacional de 15,8%.

Nas áreas de serviços, a empresa teve retração de 3%, e de Servidpres, Storage e Redes Corporativas (ESSN), teve queda de 4%.

As únicas exceções foram as áreas de software, cuja cresceu 18% ano sobre ano, e serviços financeiros, cuja receita na carteira de ativos líquidos aumentou 2%, compensando a redução de 2% no volume de financiamento.

A presidente e CEO da HP, Meg Whitman, tentou amenizar a má notícia durante a apresentação dos resultados.

"A HP ainda está nos estágios iniciais de uma recuperação de vários anos, e estamos fazendo progresso decente, apesar dos ventos contrários", explicou a executiva.

O mau desempenho fez com as ações da HP fechassem o pregão desta quarta-feira, 22, na bolsa eletrônica Nasdaq com queda de 1,11%, cotadas a US$ 48,12 a ação.

REESTRUTURAÇÃO

Para se recuperar das recorrentes quedas, a HP anunciu este ano uma reestruturação geral para a empresa. Parte do plano passou pela demissão, anunciada em maio passado, de 27 mil pessoas – ou 7,71% da força total de trabalho da companhia - até 2014.

Outra medida não envolve cortes, mas integração de divisões da empresa, reduzindo operações e custos de logística, segundo afirmou Paulo Fonseca, executivo da HP, em entrevista à Exame.com.

A empresa uniu as divisões de sistemas pessoais e de impressão em uma única área, a Printing and Personal Systems.

“Além de reduzir muito custos, vamos poder fazer eventos maiores, investimentos maiores nessa parte e, assim, ter ações mais certeiras”, afirma o executivo.