Valdívia, um dos destaques do Inter na Libertadores 2015. Foto: Alexandre Lops.

A Intertrip, agência de viagens oficial do Internacional de Porto Alegre, virou motivo de corneta nas redes sociais nesta manhã, ao exibir no seu site uma página com preços de um pacote para assistir a final da Libertadores contra o River Plate, em Buenos Aires.

Acontece que o Inter não estará nessa final, pois levou um banho de bola dos mexicanos do Tigres pela semifinal da Libertadores e foi desclassificado da competição.

Procurada pela Zero Hora, Simone Oliveira, gerente da Intertrip, que a publicação é obra de um hacker, provavelmente gremista, como uma forma de provocar o rival.

“Já estávamos providenciando um site novo, e que nós vamos colocar no ar imediatamente. Foi feita uma brincadeira de mau gosto. No momento que entrar o novo site no ar, vai estar sob um domínio diferente e essas coisas todas vão sumir”, disse Simone à ZH.

Simone disse também que a promoção não está na página principal do Intertrip, o que seria mais um indicativo em prol da “hipótese hacker”.

Especialistas em desenvolvimento web procurados pelo Baguete Diário, no entanto, não acreditam que a publicação tenha sido obra de um hacker.

Os maiores indicativos em contrário dessa hipótese são que a página da suposta publicação do hacker flautista seguem o mesmo modelo de código HTML de outras páginas do site, assim como o sistema de criação de URLs.

A adesão aos padrões do site indicaria que a publicação foi gerada pelo mesmo sistema de publicação que gerou o restante dos conteúdos do site, apontam os especialistas ouvidos pelo Baguete.

Provavelmente, a Intertrip tinha uma publicação preparada, mas já online, aguardando apenas o resultado favorável no México para ir ao ar.

O chamativo é o fato de que a agência não retirou o conteúdo que está causando as brincadeiras nas redes sociais, o que seria facilmente realizável por um técnico, seja o conteúdo criado internamente ou mesmo infiltrado por um hacker.

A hipótese do Baguete é que a agência não imaginava que alguém fosse descobrir um link não publicado com propósito de flauta (subestimou o poder da zueira, no linguajar online) e foi pega de surpresa pela ligação da ZH.