Dilma quer se aproximar das mídias sociais. Foto: Agência Brasil.

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O governo federal decidiu montar um “gabinete digital” para melhorar a imagem da administração Dilma Rousseff nas redes sociais.

Segundo apurou a Folha de São Paulo, o gabinete estará instalado no mesmo andar do escritório de Dilma e será comandado por Valdir Simão secretário-executivo do Turismo responsável pela criação de um sistema de  acompanhamento de emendas parlamentares na pasta.

Não é a primeira iniciativa do governo procurando recuperar o terreno perdido: na semana passada, foi lançado o Participatório, uma espécie de rede social na qual jovens podem discutir assuntos e fazer sugestões.

A avaliação do governo, segundo as fontes ouvidas pelo jornal paulista é que o noticiário produzido por jornais, portais e TVs brasileiros – tidos como hostis ao governo - dominou os compartilhamentos em redes sociais durante as manifestações que pararam o Brasil em junho.

De acordo com a Folha, o gabinete digital será mais ativo, buscando abastecer o mundo cibernético com dados oficiais; monitorar e pautar o debate virtual; fazer disputa de versões, desfazer boatos e tentar, na medida do possível, colocar Dilma em contato mais direto com internautas.

Quem lembra das tentativas da então candidata Dilma de se aproximar do público da Internet, na eleição presidencial de 2010, pode abrigar dúvidas sobre a sabedoria de expor demais a presidente, conhecida pelos rompantes de rispidez, em um ambiente fora de controle como as redes sociais.

Em um vídeo divulgado no site Dilmanaweb, a candidata abre sua entrevista com o então coordenador da campanha digital, o gaúcho Marcelo Branco, com a saudação “Oi Internautas”. Abertura meio desajeitada e o resto da entrevista causaram bastante sátira e uma certa crise na campanha na época.

Seja como for, Dilma precisa tomar medidas para deter a queda na popularidade e nos prospectos eleitorais para 2014.

A última pesquisa da Datafolha apontou uma queda de 27 pontos em três semanas na avaliação positiva do governo da petista, derrubando a cifra daqueles que acreditam que a gestão Dilma é boa ou ótima para 30%.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Na última pesquisa divulgada pelo O Estado de S. Paulo, sobre as intenções de voto para 2014, Dilma Rousseff, que perdeu 28 pontos, atingindo 30%.