Sacolas da Oi vão ficar na loja mais um tempo. Foto: flickr.com/photos/ayfugita

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A Oi espera retomar ainda esta semana as vendas de novos chips no Rio Grande do Sul, suspensas pela Anatel desde a segunda-feira, 23.

Segundo o diretor de operações da regional Sul, Luis Haroldo Lepsen, o plano de investimentos, que inclui soluções para os entraves de cobertura, está pronto e a operadora aguarda apenas uma “vaga na agenda” da agência reguladora para apresentar a documentação.

“Estamos confiantes de que os aportes que temos feito no Brasil e no Rio Grande do Sul são o suficiente para mostrar que somos comprometidos com a qualidade”, diz Iepsen.

CALENDÁRIO DO NÃO PODE
Desde a última segunda-feira, 16, a Oi não pode vender novos chips em Porto Alegre, por decisão do Procon municipal. Entretanto, estava liberada em outras cidades gaúchas - até hoje, quando foi probida também disso.

Chegada a sexta-feira, 20, a operadora foi liberada pelo Procon porto-alegrense, depois de uma reunião em que detalhes do cumprimento das exigências foram acertados.

Entretanto, nesse meio tempo, na quarta-feira, 18, a Anatel baixou um pacote de suspensões que fez da Oi a única entre as grandes teles brasileiras sem poder vender, a partir dessa segunda, 23, em todo o Rio Grande do Sul.

Com isso, desde o dia 18 a Oi teve só dois dias de vendas em Porto Alegre (sábado e domingo).

E nessa segunda-feira, 23, quando a concorrência estava com as portas abertas para a comercialização de novas linhas da telefonia móvel, a Oi voltou a retirar os chips das prateleiras.

NÃO SE DISCUTE MÉRITO
Tudo isso, segundo Iepsen, em punição à operadora que teve, no Procon de Porto Alegre, 7% de participação nas mais de 800 reclamações que levaram à suspensão inicial de vendas, e nenhuma delas sendo de cobertura.

“Apesar disso, nós não entramos no mérito da questão, apenas cumprimos com as exigências dos órgãos de defesa ao consumidor e dos órgãos reguladores”, diz Iepsen.

Entre essas exigências está a entrega, nessa segunda-feira, 23, de dados referentes à operação no Rio Grande do Sul solicitados pelo Procon-RS, que decidirá ainda nessa semana se suspende ou não as vendas das operadoras no âmbito estadual.

Já na Anatel, a empresa deve apresentar o plano de investimentos futuros, e passados – a Oi investiu R$ 560 milhões de 2009 a 2011 no mercado gaúcho.

Cada passo cumprido à risca, diz Iepsen, e praticamente sem reclamar.

“Nunca entramos na justiça para reverter decisões, fazemos questão de ressaltar isso”, destaca o executivo – contra a Anatel, a TIM entrou e perdeu, seguindo a suspensão de vendas em 19 estados.

COBERTURA PREMIADA PELO CONSUMIDOR?
Em Porto Alegre, a Oi divulgou os comunicados de contrapropaganda solicitados pelo Procon, informando que está com seus canais de comunicação abertos para informar os consumidores a respeito da cobertura na capital.

No site da Oi, é possível ter acesso às cidades cobertas, sem informações sobre bairros ou ruas.

São 392 antenas na capital gaúcha, segundo Iepsen, constantemente monitoradas e ajustadas de acordo com a demanda de usuários novos. Clientela que tem crescido.

Informações da Oi indicam que, de janeiro a maio, 41% dos novos aparelhos celulares vendidos no Rio Grande do Sul eram da Oi. Em junho, o índice subiu para 61%.

“Isso, por si só, já é um reconhecimento de qualidade”, avalia o executivo.

Dados de competição da Anatel para o mês de junho indicam a Oi com uma participação de mercado de 13,77% no Rio Grande do Sul, quase alcançando a TIM, terceira colocada, com 13,98%.

Na ponta do lápis, são 31.223 novas habilitações de celulares que separam a Oi da terceira posição no mercado gaúcho.

Nessa competição, cada dia fechado faz falta.