4G terá um empurrão nos próximos anos, diz estudo. Foto: divulgação.

Uma análise divulgada pela Frost & Sullivan, estima que o 4G terá um crescimento acentuado na América Latina nos próximos anos. Com o aumento da oferta por parte das operadoras e o crescimento da tecnologia em 2012, o aumento pode ser de até 270%.

A consultoria acredita que até 2017 o público assinante das redes 4G na região chegará aos 27,7 milhões. Em 2012, o número de linhas móveis com o serviço não passou de 40 mil.

No Brasil, a tecnologia está apenas no início, já que as quatro operadores líderes no mercado - Vivo, TIM, Claro e Oi - recém anunciaram seus serviços 4G no país, limitados principalmente ao eixo Rio-São Paulo e as cidades-sede da Copa das Confederações.

Nos outros países, por enquanto a cobertura LTE ainda é limitada a algumas cidades. Mas estas poucas cidades já representam a maior parte da população do país no caso de Uruguai, México, Colômbia e Porto Rico.
                               
Segundo a análise da consultoria, o mercado será impulsionado principalmente pelo crescimento desta tecnologia em países que já o implementaram, bem como aqueles que estão colocando foco forte nos próximos anos, como o Brasil, que aposta no 4G para as Copas das Confederações e do Mundo de 2014.

"Embora espera-se que 20 operadoras na América Latina implementem esta tecnologia nos próximos dois anos, o crescimento inicial de LTE será restrito por uma cobertura limitada, a baixa disponibilidade de dispositivos e os altos preços dos aparelhos", diz Maria Agustina Di Genaro, analista do setor de TIC da Frost & Sullivan.

"Se um serviço de alta qualidade for oferecido com a tecnologia LTE, sem aumento de preço com relação ao 3G, como tem acontecido na maioria dos lançamentos iniciais da América Latina, o LTE pode ameaçar as conexões ADSL, com velocidades menores que as do LTE", observa.

No entanto, a parte de pacotes de dados ainda é um empecilho. Como é no 3G, as franquias de dados para mobilidade ainda estão restrita a pacotes. Com maior velocidade de transmissão, aumenta a carga de informações transmitidas e existe o risco de estourar as franquias assinadas.

"Além disso, em termos de preços, algumas operadoras têm o mesmo regime tarifário para LTE que para 3G, sendo que só cobram mais por se tratar de uma quantidade maior de tráfego de dados. Por outro lado, outros operadores cobram um preço mais elevado que pelos serviços 3G ", disse Di Genaro.

Para a analista, as operadoras devem definir seus portfólios e estratégias de preços para 3G, 3G+ e de acesso para fornecer diferentes níveis de qualidade em seus serviços para diferentes nichos de mercado e evitar a canibalização de seus produtos.

Outra questão é os atrasos regulatórios na definição de novos padrões e na concessão de novas freqüências na região.

No Brasil, a regulamentação de antenas nas cidades, já que o 4G exige um maior número de estações de transmissão, ainda é um entrave. Porto Alegre é um destes municípios.

Embora já esteja em pauta no poder legislativo da capital, a discussão ainda pende de novos pareceres técnicos sobre o projeto substituitivo de lei visando diminuir as restrições para instalações de estações de rádio base (ERBs) na cidade.