Um estudo da FGV divulgado nesta terça-feira, 23, apontou novos números para o custo de um funcionário para uma empresa, além dos salários propriamente ditos.

O índice indicado é de 183% do próprio salário, bastante acima de outros estudos famosos, como do professor José Pastore, que apontava 102%, publica a Exame.com.

Segundo os autores do novo estudo, a diferença é que a pesquisa foi feita com base em dados reais de duas empresas do setor têxtil, uma de São Paulo, outra de Santa Catarina.

O levantamento inclui dados que antes ficavam de fora, como o custo do treinamento e o peso da própria área de recursos humanos, boa parte da qual existe para manter as obrigações impostas para a CLT, apontam os pesquisadores.

Os novos fatores respondem por 27% do custo de cada trabalhador, enquanto encargos e benefícios representam 30%.

A conclusão, segundo os pesquisadores, é de que há espaço para diminuição de custos sem entrar na delicada discussão de direitos.

Como a indústria têxtil é mais intensiva em mão de obra que muitas outras, o cálculo da FGV não pode ser transportado facilmente para qualquer setor.

Segundo os pesquisadores, o mais válido é o fato da tabela criada poder ser utilizada para calcular os diferentes custos de cada setor, que também variam por região.