Pelo Diário Oficial, Temer autorizou o Nubank a ter uma operação bancária. Foto: Alan Santos/PR.

O presidente Michel Temer autorizou o Nubank a ter uma operação bancária, o que garante mais autonomia para a fintech que opera cartões de crédito.

O Diário Oficial da União da segunda-feira, 22, declara que “é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira de até 100 por cento no capital da instituição financeira a ser constituída pela Nu Holdings”.

De acordo com a Reuters, a decisão significa que a startup não mais precisará de parcerias com bancos no país para montar a estrutura de captação de recursos e oferta de crédito. 

Assim, o Nubank poderá constituir um braço de negócio específico, a Nu Financeira.

O Nubank pediu a aprovação há cerca de dois anos, segundo a Reuters. A autorização é necessária porque, segundo a legislação brasileira, uma instituição com capital estrangeiro depende de um decreto presidencial, processo que pode levar vários anos.

Apesar de ser uma empresa brasileira, o Nubank é controlado por uma holding sediada nas Ilhas Cayman. Entre os investidores da empresa estão Sequoia Capital, Kaszek Ventures, Tiger Global Management e DST Global, que já aplicaram US$ 179 milhões no Nubank desde 2013.

Desde sua fundação, em 2014, a companhia já emitiu mais de 3 milhões de cartões no Brasil.

Recentemente, o grupo passou a ampliar sua oferta, com o lançamento, por exemplo, do programa de fidelidade Nubank Rewars. Em outubro, a empresa também passou a oferecer contas digitais, permitindo que os usuários façam transferências e paguem contas e investimento.

“A aprovação que recebemos agora era a última etapa que faltava para podermos constituir instituição financeira, processo que deve ser completado nos próximos seis meses”, relata Cristina Junqueira, co-fundadora e vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Nubank, à Reuters.