Lançamento do iPad Air. Foto: flickr.com/photos/38483736@N05.

A Apple revelou em evento na tarde desta terça-feira, 22, a quinta geração de seu tablet. Ao invés do esperado e óbvio iPad 5, a empresa de Cupertino reciclou o famoso truque feito com sua linha Macbook. Mais leve e mais fino, chegou o iPad Air.

Quanto ao novo iPad, que chega às lojas no dia 1º de novembro, a primeira mudança visível é física: se o iPad anterior pesava 635 gramas, o novo fica abaixo da marca do meio quilo, com modestos 450 gramas.

Além disso, ele está 20% mais fino, perdendo cerca de dois milímetros de espessura - era 9,4mm e agora é 7,5mm. A tela continua a mesma com 9,7 polegadas e resolução retina de 2,048 x 1,536 pixels.

Para dar uma upgrade no poder de processamento do novo iPad, uma estreia: a Apple adotou o chip A7, de 64-bits, utilizado pela primeira vez no iPhone 5S.

De acordo com a fabricante, a performance do novo tablet é duas vezes em relação à geração anterior, contando também com o reforço do chip M7, coprocessador dedicado aos sensores de movimento do tablet - giroscópio, acelerômetro e compasso.

O novo dispositivo também conta com dois microfones embutidos para gravação de videos e chamadas em Facetime. A vida útil da bateria do iPad Air é de 10 horas.

O preço do novo brinquedinho será a partir de US$ 499 para o modelo de 16GB, até US$ 799 para o modelo de 128GB. O novo dispositivo estará disponível nas cores branca, preta, e cinza.

A Apple destacou que o iPad 4 será descontinuado, e o ainda firme iPad 2 será o modelo mais acessível da família de tablets, com sua versão de 16GB saindo por US$ 399.

ESTRATÉGIA REPETIDA

Quando a Apple resolveu renovar sua linha de notebooks em 2008, a saída - além de aumentar a performance - foi apostar em um design mais compacto e fino. Foi assim que nasceu o MacBook Air - com uma tática de mercado que retorna agora com o novo iPad.

Na época, a manobra da Apple deu bastante certo, dando a largada em um novo mercado de computadores móveis - os ultrabooks. A expressão ultrabook, inclusive, virou uma patente da Intel para designar notebooks de alta performance com espessuras bem abaixo dos laptops comuns.

Atualmente, diversas fabricantes de computadores - como HP, Lenovo, Acer, entre outras - possuem produtos na linha de ultrabooks, que em 2012 tiveram vendas de aproximadamente 22 milhões de unidades mundialmente, segundo a consultoria IHS iSuppli.

Agora é esperar para ver se o novo padrão proposto pela Apple será capaz de desencadear uma mudança no design no mercado de tablets. A bola está na mão dos consumidores e da concorrência.