Andrew Mendelsohn, vice-presidente executivo para Oracle Database Server Technologies. Foto: Divulgação.

A Oracle aposta no conceito “Autonomous” para impulsionar sua linha de softwares em nuvem. O primeiro produto com a nova visão é o banco de dados autônomo.

Por enquanto, a empresa lançou o Oracle Autonomous Data Warehouse Cloud. No segundo semestre deste ano, estará disponível também o Oracle Autonomous OLTP Database Cloud.

“Com o Autonomous é possível eliminar um trabalho braçal humano e suas possibilidades de erro”, destaca Andrew Mendelsohn, vice-presidente executivo para Oracle Database Server Technologies.

A proposta da tecnologia é ser “self-driving, self-securing e self-repairing”, ou seja, operar de maneira autônoma, aplicando suas próprias atualizações de segurança e correções de erros.

Com a operação autônoma, o sistema utiliza machine learning para aprimorar seu desempenho. Além disso, pode controlar automaticamente os picos de uso da ferramenta no modelo de pagamento pela utilização, evitando gastos além do necessário.

Na área de segurança, o banco de dados aplica as atualizações de segurança sem deixar a operação inativa. O sistema também atua na segurança dos dados contra ataques.

“Já a proposta de manutenção garante uma SLA com 99,995% de uptime, ou seja, são no máximo 2 minutos e meio de inatividade por mês. Vemos que os concorrentes tem SLAs que não significam nada, pois não consideram a aplicação de patches da segurança e correções de bugs como parte do downtime”, declara Mendelsohn.

Com a nova tecnologia, a Oracle não teme que os profissionais que atuam com administração de banco de dados (DBA) deixem de ser necessário.

“Eles podem assumir o controle do sistema quando acharem que faz sentido. Além disso, poderão atuar de forma mais estratégica nas empresa, agregando mais valor à função”, reforça Alexandre Maioral, vice-presidente de tecnologia e inovação da Oracle na América Latina.

Lançado em março, o Oracle Autonomous Data Warehouse Cloud já tem clientes na América Latina.

A Nextel, por exemplo, tem um projeto com a nova tecnologia para a área de engenharia de dados e big data, que enfrenta desafios ao analisar milhões de informações para desenvolver projetos focados na melhora da experiência do cliente.

Com a nova tecnologia, a Nextel precisou de 3 segundos para receber os resultados de uma consulta considerada simples em seu banco de dados. No Apache Impala, banco de dados open-source com analytics nativo, a procura levou 11 segundos.

Outro cliente da região é a Agea, grupo editorial responsável pelo jornal argentino Clarín, que está em processo de adoção do Oracle Autonomous Data Warehouse Cloud. A empresa conta com uma área de big data e analytics há três anos com o objetivo de entender com mais profundidade sua audiência para oferecer ações personalizadas.

*Júlia Merker cobriu o Oracle Open World em São Paulo a convite da Oracle.