Biometria facial de aposentados vai servir como assinatura. Foto: Pixabay.

O Banco PAN está usando reconhecimento facial como assinatura para o cliente que contratar um empréstimo consignado.

Com a novidade, uma selfie do cliente passa a valer como assinatura do contrato.

A implementação começou em 10 lojas do PAN no início deste ano. Progressivamente foi expandida às 60 lojas e 6 correspondentes selecionados, ainda em processo de piloto. A partir de 16 de abril, toda a rede parceira do PAN contará com esta inovação.

No segundo semestre deste ano, a novidade chegará para outros produtos do banco, como financiamento de veículos. Ainda em 2019, a expectativa é que 100% dos processos de contratação de crédito e abertura de conta deverão acontecer via biometria facial.

O Pan é controlado pela Caixa e o BTG Pactual, atuando principalmente com crédito consignado para aposentados, financiamento de veículos usados, financiamento de motos novas e cartão de crédito.

“As primeiras análises apontaram para o reconhecimento de voz ou de digitais, mas levando em consideração a acessibilidade do recurso, definimos que a biometria facial era a mais adequada para nossos clientes”, afirma Artur Azevedo, superintendente Executivo de Produtos e CRM do Banco PAN.

De acordo com o PAN, foram testados 14 protótipos, até se chegar à versão atual que garantiu o pleno entendimento do processo pelos clientes, permitindo-os realizar o processo sem nenhum tipo de auxílio.

“Envolvemos uma base de clientes aposentados nos testes dos protótipos. Com isso, conseguimos garantir a simplicidade e transparência no processo de contratação de crédito e assegurar que este perfil de consumidor não necessitaria de auxílio para realizar a formalização digital”, diz Azevedo.

A modernização no atendimento integra a estratégia do PAN em se tornar 100% digital. Nos próximos dois anos, o aporte financeiro destinado à tecnologia chegará a R$ 150 milhões.

Em nota, o Pan não chega a revelar quem é o fornecedor da tecnologia. Questionado pela reportagem, o banco diz que não abre a informação, o que é um procedimento comum em bancos, que gostam de fazer mistério sobre esse tipo de coisas.

Reconhecimento facial é uma tendência em alta no Brasil. Na semana passada, o Itaú anunciou um projeto do tipo, também sem abrir quem é o fornecedor.

Alguns players se destacando no mercado. 

Um deles é a FullFace, uma das startups líderes nesse segmento. Em setembro do ano passado, quando recebeu um aporte de R$ 5 milhões de um fundo, a FullFace divulgou uma lista de clientes que incluía o Itaú, além de Gol, Serasa e Motorola.

Outro é a Acesso Digital, que deu recentemente um passo importante ao fechar um acordo com SPC, que possibilitará a captação de grandes volumes de rostos. 

Com o contrato, o SPC pode oferecer a tecnologia para os seus clientes com o nome SPC Reconhecimento Facial. A meta é cadastrar cerca de 3 milhões de faces no primeiro ano de operação. 

O PAN também pode ter feito o projeto ele mesmo, com base em tecnologias disponíveis para tanto de fornecedores como a Microsoft.