A nova estrela da ASUS. Foto: flickr.com/photos/janitors

A ASUS lança até o final de setembro no país o Zenfone 2, smarphone com o qual a multinacional taiwanesa pretende ganhar mais mercado a partir da posição já conquistada pelo lançamento do Zenfone por aqui no ano passado.

Em apenas seis meses, a partir de outubro de 2014, o aparelho atingiu a respeitável marca de 500 mil unidades vendidas no país, apenas por vendas diretas e via varejo, sem acordos com operadoras.

(Para se ter uma ideia da pujança desse mercado, a cifra representa mais ou menos 1% dos 54,5 milhões de smartphones vendidos no país no ano passado, uma alta de 55% frente aos números de 2013).

Com configurações respeitáveis e um preço competitivo (entre R$ 699 e R$ 999, de acordo com o modelo) o Zenfone fez estrago no mercado de smartphones intermediários.

A campanha publicitária do equipamento, embalada por 70 celebridades em mídia social (desde atrizes da Globo como Marina Ruy Barbosa até adolescentes dos quais você nunca ouviu falar) também colocou a empresa em outro patamar.

“Até então, não éramos uma marca conhecida do público em geral no país”, admite Marcel Campos, gerente de marketing e produtos da ASUS. Na companhia há seis anos, Campos é o portavoz da multinacional no Brasil.

Com o Zenfone 2, a empresa quer jogar em outro nível. Equipado com processador Intel Quad-Core de 64-bit, 1,8 ou 2,3 GHz, o novo celular pode contar com até 4 GB de memória RAM, com 1 GB a mais do que aparelhos top de linha como o Galaxy S6 e Moto Maxx.

Campos diz que, pelas especificações técnicas, o novo celular é capaz de competir com os melhores equipamentos de Apple e Samsung. 

O preço ainda não está definido (nos Estados Unidos, o celular sai por US$ 199), mais o executivo adianta que o plano é enquadrar o aparelho para receber os benefícios da Lei do Bem, o que exige um preço abaixo de R$ 1,5 mil.

Se isso será possível para toda a linha, só a cotação do dólar nos próximos meses dirá.

De todas maneiras, caso a empresa consiga manter sua estratégia de precificar o produto ligeiramente abaixo dos concorrentes, o celular pode estar vindo num momento especialmente propício no Brasil.

Uma pesquisa da Latam Confidential, braço de pesquisas sobre o mercado latino americano do Financial Times mostra que a situação econômica do país está fazendo os consumidores valorizarem mais preço sobre marca.

Em uma mostra de 1,5 mil entrevistados, o número daqueles que dizem que preço é a característica mais importante de um produto saltou de 373 para 462 frente ao levantamento anterior, feito ainda em dezembro.