A ideia do LinkNYC é implantar dez mil terminais de internet em NY. Foto: Divulgação.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou nesta semana um plano para tornar a cidade a campeã de abrangência e velocidade de internet gratuita até 2015. A ideia do LinkNYC é implantar dez mil terminais de internet, com um raio de cobertura de 45 metros, espalhados pelos cinco distritos da cidade. Eles devem substituir os orelhões.

Hoje, são 6,4 mil telefones públicos espalhados pela cidade. Os totens que serão colocados no lugar dos olrelhões oferecerão, além do wi-fi gratuito, um teclado para chamadas grátis dentro dos Estados Unidos, tomada para carregar dispositivos e uma tela sensível ao toque com acesso aos serviços da cidade. 

O sistema, que será custeado por publicidade, oferecerá velocidades de até 1 Gbps, que é 100 vezes maior que a média da internet pública. 

Segundo representantes da prefeitura, as informações dos usuários não serão compartilhadas com anunciantes, e todas as conexões serão criptografadas. Os primeiros equipamentos serão instalados no final de 2015.

No Brasil, também há planos para acabar, aos poucos, com os orelhões.

Um levantamento feito em maio pelo G1 com base nos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostrou que em dez anos o Brasil perdeu mais de um terço dos aparelhos. Eram 1,3 milhão em 2004. Hoje, existem 763 mil.

Em setembro, a Anatel apresentou uma proposta para eliminar 461,3 mil deles – ou 60% dos aparelhos.

A medida atende, em parte, uma pressão das teles, que esperam que a meta do próximo plano (para o período 2016-2020) seja de apenas um aparelho para cada mil habitantes no país. Até agora, a meta estava em 4 orelhões para cada mil pessoas.

Outra mudança é que no final de julho, a Anatel publicou um novo regulamento para o uso dos telefones públicos. A principal mudança é a possibilidade aberta para que as concessionárias de telefonia possam ofertar outros serviços além do tráfego de voz. O objetivo da agência é modernizar os orelhões e torná-los mais atrativos para o cidadão.

"O regulamento novo, embora não impulsione e incentive, permite a ideia de um orelhão que seja multisserviço, que propicie acesso à internet e outras formas de comunicação, quem sabe SMS. Isso é algo que consideramos muito interessante", afirmou a diretora de Serviços e de Universalização de Serviços do Ministério das Comunicações, Miriam Wimmer.

Desde 2012, está instalado em Florianópolis o primeiro orelhão wi-fi da Oi. Ele oferece acesso gratuito e ilimitado à internet para clientes de planos pós-pagos de telefonia móvel, banda larga fixa e móvel e do plano de celular pré-pago Oi Galera. Clientes de outras operadoras podem se conectar a internet gratuitamente por até 15 minutos diários.