Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia do Brasil.

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A Nokia anunciou nesta quarta-feira, 21, que investirá R$ 20 milhões nos próximos dois anos em parcerias com universidades e ações com desenvolvedores para fomentar o crescimento dos ecossistemas dos  Windows Phone e do seu sistema operacional próprio da Serie 40.

O dinheiro será aplicado através de uma unidade do mLab, laboratório para desenvolvimento local de aplicativos móveis da Nokia, instalado em Santa Rita do Sapucaí, cidade localizada no chamado “Vale do Silício Mineiro”, onde estão concentradas empresas do ramo eletro-eletrônico.

O laboratório ficará no Instituto Nacional de Telecomunicações e oferecerá treinamentos e cursos para interessados em desenvolver para as plataformas utilizadas pela Nokia, além de funcionar como uma incubadora para pequenas e médias empresas do setor. O projeto tem previsão de início para o começo de 2013.

 A verba será destinada para dar continuidade aos programas de incentivo e treinamento em universidades, que já começaram a ser feitos no primeiro semestre.

“A Nokia nunca viveu um momento tão rico em sua relação com desenvolvedores como agora”, afirma Almir Luiz Narcizo, presidente da Nokia do Brasil.

Globalmente, desde o anúncio da parceria da Nokia com a Microsoft, em fevereiro de 2011, o número de aplicativos para Windows Phone saltou de 7 mil para mais de 120 mil.

Já a Nokia Store brasileira, loja de apps da Nokia, totaliza 120 milhões de downloads feitos por usuários de Symbian e Asha, com previsão de atingir os 150 milhões até o fim do ano, com 65% a partir de aparelhos Asha.

Desde que foi oficialmente anunciado, em julho de 2012, o Programa de Universidades já atendeu mais de 2,3 mil desenvolvedores em universidades de nove estados diferentes do Brasil. A meta é atender mais 1,2 mil estudantes de outras 32 universidades brasileiras nos próximos seis meses.

MLABS
A iniciativa foi originalmente criada pela Nokia em conjunto com o governo da Finlândia, com o intuito de fomentar e desenvolver laboratórios e incubadoras locais para criação de aplicativos móveis, normalmente em parceria com universidades.

O projeto, que já opera na Armênia, Paquistão, Quênia, Vietnã e África do Sul, também busca dar suporte a pequenas e médias empresas que querem expandir seus negócios e a conexão entre empreendedores digitais.