Oi fez sua estreia no mundo da IoT.

A Oi acaba de lançar o Oi Smart, sua primeira investida no mundo de Internet das Coisas para o grande público.

Ainda em fase experimental, funcionando para clientes pré-selecionados na cidade do Rio de Janeiro, o Oi Smart integra câmeras, alarmes, sensores de movimento e biometria controlados remotamente por aplicativos para desktop, iOS e Android. 

A novidade deve entrar no mercado como um todo em 2017 e ser seguida de lançamentos similares na área de carros conectados e saúde nos próximos meses.

“IoT é um quinto P dentro dos produtos da companhia e para ter o serviço o cliente não precisa ser cliente de rede da Oi. Como funciona em Wi-Fi, pode ser a banda larga de outra companhia. Funcionará como uma espécie de OTT da operadora”, explica o diretor de estratégia e novos negócios da Oi, Nuno Cadima.

Numa só frase, Cadima mencionou dois dos temas mais presentes na agenda das operadoras de telecomunicações, e, por tabela, na agenda da Futurecom, que encerrou nesta quinta-feira, 20, em São Paulo: OTTs e IoT.

As OTTs, empresas como WhattApp, que aproveitaram o crescimento do uso de smarphones para construir modelos de negócio altamente consumidores de banda sem gerar quase nada para as operadoras são um exemplo do que não pode voltar acontecer.

A reação das operadoras ao problema pode ser analisada dentro das cinco fases do luto definidas pelo modelo Kübler-Ross: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.

Aparentemente, a aceitação que as OTTs vieram para ficar chegou e o foco dos players de telecom é não cometer o mesmo erro com a próxima tendência consumidora de conectividade: a Internet das Coisas. 

Com o barateamento dos sensores e novos padrões de transmissão de dados, será possível conectar milhares de dispositivos à Internet, como por exemplo todos os itens usados na segurança de uma residência.

“Eu acredito que o que fará a IoT ser massificada será o universo dos consumidores finais, assim como já aconteceu no começo da Internet, nos anos 90”, acredita Pedro Falcão, diretor Tecnologia de Redes e Sistemas da Oi. 

Claro que já existem apps de segurança doméstica e empresas especializadas no assunto, mas a Oi pode competir numa outra escala.

Com 6,397 milhões de clientes de banda fixa, a Oi está entrando no mercado de segurança doméstica com preços agressivos, começando emR$ 49 por mês, mais 12 parcelas de R$ 99, referentes à compra do equipamento no plano para pessoas físicas.. 

No plano Plus, a assinatura é de R$ 79 e o equipamento em 12 parcelas de R$ 149.

Ambos contam com uma central inteligente, dois sensores de presença, dois sensores de portas/janelas e um botão inteligente. No plano Plus, o cliente tem também uma câmera de vídeo wifi de alta resolução e armazenamento de som e imagens em nuvem.

Para as pequenas empresas, o equipamento é em comodato e a assinatura do plano Básico sai por R$ 99. A assinatura do plano Plus é de R$ 149. Os dois planos têm contrato de 24 meses.

 Os clientes contarão com serviços profissionais de instalação e suporte técnico.

O Brasil tem um grande mercado potencial para aplicações de segurança, como qualquer um que saiu na rua nos últimos tempos sabe. No entanto, o mercado de alarmes conectados ainda é incipiente. 

De acordo com Ricardo Buranello, diretor geral para a América Latina da Telit, multinacional italiana de dispositivos conectados, o país vende 600 mil alarmes conectados por ano, contra 2,5 milhões dos Estados Unidos, mesmo a possibilidade um roubo residencial sendo seis vezes maior por aqui.

Segundo estudo feito pela Ovum, o mercado potencial do segmento de ambientes inteligentes no Brasil é estimado em US$ 400 milhões em 2016, alcançando US$ 1,4 bilhão em 2020.

* Maurício Renner cobriu a Futurecom em São Paulo a convite da organização do evento.