Google cria fundação para cloud. Foto: divulgação.

O Google, em parceria com mais de vinte outras empresas do segmento de TI, anunciaram nesta terça-feira, 21, a criação da Cloud Native Computing Foundation, uma organização voltada a criar padrões para o uso de dados em larga escala na nuvem.

Segundo destaca o Venture Beat, além da empresa de Mountain View, nomes como AT&T, Box, Cisco, eBay, Goldman Sachs, IBM, Intel, Red Hat, Twitter e VMware fazem parte da iniciativa.

Com a fundação, Google e seus aliados pretendem aplicar um modelo mais aberto de armazenamento em contêineres, chamado Kubernetes, rivalizando com serviços de outras grandes empresas como Amazon Web Services.

No ano passado a AWS lançou um modelo proprietário de serviço de armazenamento e gerenciamento, uma jogada inteligente já que a AWS é o maior provedor atualmente no mercado de cloud pública.

Para analistas, a estratégia do Google é garantir que seu modelo de contêineres também ganhe tração no mercado. Em entrevista à revista Fortune, o gerente de produto do google, Craig McLuckie, apresentou uma visão semelhante.

“Nós não queremos uma solução que funcione apenas com uma nuvem pública, nós não queremos uma sensação de bloqueio", afirmou o executivo.

De acordo com especialistas de mercado, se o Google convencer grandes empresas de finanças ou farmacêuticas que o Kubernetes é a melhor forma de rodar seus contêineres on premise e em nuvens privadas ou públicas, pode se tornar uma pedra no sapato da AWS e Microsoft.

Entretanto, a estratégia do Google ainda é nebulosa, já que com a CNCF a empresa quer "padronizar" o uso de contêineres, mas não cita o uso do Kubernetes nesta proposta na apresentação da nova fundação.

Além disso, a criação da aliança vem apenas uma semana depois que o Google se aliou à OpenStack Foundation para garantir a interoperabilidade do Kubernetes em ambientes OpenStack.

Entretanto, o plano do Google é cobrir todas as bases possíveis para manter sua relevância na nuvem, mesmo atacando um mercado - no caso o de contêineres de dados - que ainda está no início. Segundo alguns analistas, ainda não há garantias sobre a adoção desta tecnologia para o gerenciamento de grandes volumes de dados.