COMÉRCIO EXTERIOR

Empresas fora de compliance com Siscoserv

21/07/2014 15:10

Somente 71% das empresas realizaram registros no Siscoserv desde o início de sua vigência. 

Empresas tem dificuldades com o Siscoserv.

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Metade das empresas brasileiras não está em total conformidade com o Siscoserv e apenas 71% realizaram registros no sistema desde o início de sua vigência. 

É o que aponta uma pesquisa da Thomson Reuters com 26% das 50 maiores importadoras e 16% das 50 maiores exportadoras do Brasil.

A exigência do governo incide sobre todas as operações de importação e exportação de serviços realizados pelas empresas brasileiras (exceto Simples e MEI), entidades culturais, desportivas e religiosas e pessoas físicas cujas operações excedam U$ 30 mil mensais. 

Entre as principais razões para isso, a sondagem mostra um índice acentuado de dúvidas sobre quais eventos e operações devem ser registrados no Siscoserv e sobre as classificações destes registros usando a Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS).

21% dos entrevistados têm dificuldades em obter as informações dentro das áreas na empresa a serem registradas no sistema; 29% alegam que há falta de um processo interno para as operações passíveis de registro no Siscoserv; e 14% das empresas têm dificuldades na classificação NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) das operações de serviço.

Outra dificuldade mencionada por 36% da base é a falta de um sistema informatizado que permita integração de dados e o controle e envio dos registros.

Apesar de 93% das empresas estarem cientes da importância de realizar os registros internamente para controle, 36% ainda não sabem quais os riscos que correm em caso de não cumprimento da obrigação e 29% afirmam não saber exatamente quais casos devem ser registrados no Siscoserv.

De acordo com o MDIC, o Brasil transaciona anualmente mais de U$ 100 bilhões em serviços com um déficit de U$ 35 bilhões (importação x exportação). Com o Siscoserv, o governo pretende identificar com assertividade o que está sendo vendido e contratado para criar políticas públicas, incentivar a exportação de serviços e proteger áreas sensíveis da economia nacional.

"É preciso reverter no curto prazo esse significativo índice percentual de empresas que não têm pleno entendimento dos impactos gerados para seus negócios no caso de não registro ou mesmo de incongruências ou inexatidão dos dados registrados a fim de proteger seus negócios e impactar positivamente nos resultados da nossa balança comercial, além de evitar multas impactos financeiros para as próprias empresas”, afirma Menotti Franceschini, Diretor Geral dos negócios de Comércio Exterior da Thomson Reuters no Brasil.

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