Fabiano Günther Favaro.

Fabiano Günther Favaro, é o novo CEO da Altus, empresa gaúcha com mais de 30 anos no segmento de soluções para automação industrial e controle de processos, sediada no Tecnosinos, parque tecnológico em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre.

Favaro é um profissional da casa, na Altus desde 2000, quando entrou como gerente financeiro, assumindo em 2004 a diretoria da área.

Com a movimentação, Luiz Francisco Gerbase, um dos fundadores da empresa, permanece com o cargo de presidente, focando sua atenção em novos negócios e promoção de exportações. Favaro deve tocar a parte operacional e de execução de projetos.

O foco em exportação não é à toa. Atualmente, vendas para fora do país já representam 10% do faturamento da companhia, que teve uma receita bruta de R$ 117,4 milhões em 2014, alta de 9,3%.

Com alta do dólar, a empresa recebeu um incentivo e tanto na sua competitividade lá fora. Gerbase destaca a qualidade do produto como o fator definitivo da aposta na internacionalização.

“Estamos vendo que o câmbio não tem favorecido boa parte da indústria. O que faltam são produtos de classe mundial como os nossos controladores”, aponta o empresário gaúcho.

Os controladores da Altus são uma peça fundamental de projetos de automação (Gerbase faz uma comparação com os PCs no universo corporativo) podendo ser usados nas áreas de óleo e gás, infraestrutura, transporte, indústria e utilities em geral.

A área de óleo e gás parece um dos mercados promissores para internacionalização. Em 2011, a Altus fechou um contrato de R$ 115 milhões da Petrobras, o maior negócio da história da companhia gaúcha.

A empresa automatizou oito plataformas da Petrobras, pelas quais passam hoje 15% da produção da estatal brasileira.

Com a ampliação dos acordos no exterior (os produtos são trabalhados por distribuidores e integradores em nível internacional) a Altus pode também reduzir a dependência de grandes negócios como o fechado com a Petrobras, uma atitude inteligente no quadro atual.

Em julho do ano passado, a Petrobras diminuiu os investimentos previstos para o período de 2015 a 2019 em 37%.