Mãe de Deus é uma instituição de ponta em Porto Alegre. Foto: divulgação.

A TI do Mãe de Deus, um dos maiores hospitais de Porto Alegre, passou por uma mudança e passará a ser comandada a partir da Associação Educadora São Carlos, organização religiosa que tem sob o seu guarda-chuva diversos outros hospitais, além de colégios e centros comunitários.

A informação é de fontes de mercado ouvidas pelo Baguete. Procurado, o Mãe de Deus não se manifestou até o fechamento desta matéria.

A AESC contratou em setembro Fabrício Dhein para o cargo de gerente de TI, vindo do próprio Mãe de Deus, onde atuou por dois anos como coordenador de TI, tendo sobre sua responsabilidade sistemas de gestão, prontuário eletrônico, service desk e outros.

Dhein veio da Sabemi, onde passou oito anos por diferentes cargos na TI, saindo em 2016 como supervisor de sistemas.

O profissional tem também quase uma década na TI da Universidade de Santa Cruz do Sul.

Com a modificação, o Mãe de Deus eliminou o cargo de diretor de TI, que era ocupado até pouco  tempo atrás por Ricardo Sahlberg, profissional com quase uma década de casa.

A saída de Sahlberg foi divulgada pelo Baguete recentemente e confirmada pelo Mãe de Deus por meio da assessoria de imprensa do hospital.

O Mãe de Deus é o empreendimento mais conhecido da AESC e se destaca por uso de tecnologia. 

Um dos últimos grandes projetos foi a adoção plataforma de inteligência artificial Watson, da IBM, como integrante tecnológico para identificar opções de tratamento para pacientes com câncer, uma ação pioneira na época a nível de América do Sul. 

A decisão de unificar a TI sob o comando de um gerente parece estar em linha com os planos do superintendente-geral da associação, Fernando de Barros Barreto, contratado há cinco anos com a missão de reestruturar a AESC

“Não pode haver desperdício. A operação está mais magra, eficiente e focada. Falta acesso porque a saúde é cara. O único jeito é custar menos”, disse Barreto recentemente à coluna Acerto de Contas da Zero Hora.

A AESC é uma organização religiosa, com 140 irmãs e criada em Caxias do Sul em 1962. 

Está no Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará e Brasília. Fora do Brasil, está na República Dominicana, Costa Rica e Argentina. A receita anual supera R$ 600 milhões. Tem 720 leitos hospitalares, juntando SUS e privados.