Nubank afirma que "continua e veio pra ficar". Foto: Divulgação.

Em meio a uma série de novidades divulgadas hoje, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que medidas que reduzam o prazo para as bandeiras de cartão de crédito repassarem aos comerciantes os valores pagos (uma preocupação para o Nubank) não serão anunciadas agora.

Goldfajn anunciou nesta terça-feira, 20, um conjunto de diretrizes para sua atuação nos próximos anos. O presidente busca medidas para reduzir o custo do crédito, melhorar a cidadania financeira dos cidadãos brasileiros, modernizar um conjunto de leis relativas aos bancos e melhorar a eficiência do sistema financeiro.

A possibilidade de redução do prazo de pagamento das vendas aos lojistas de 30 para 2 dias provocou uma reação do Nubank nesta segunda-feira, 19. Ao Estadão, Cristina Junqueira, co-fundadora da emissora de cartões de crédito digital, afirmou que a mudança representaria o fim do negócio.

Hoje, após o anúncio do Banco Central não oficilizar essa mudança, o Nubank publicou um texto sobre o assunto em suas redes sociais.

A nota afirma que a proposta prejudicaria empresas como o Nubank, “que não estão associadas a grandes bancos com bilhões em caixa”.

“Por isso foi importante chamar atenção para o que poderia ser o fim do Nubank e de tantas outras fintechs que trazem mudanças tão necessárias para uma indústria tão problemática”, segue o post da emissora de cartões.

A empresa considera que o Banco Central mostrou hoje que não haverá nenhuma mudança abrupta ou unilateral nas regras de pagamento.

“Com essa demonstração de que os nossos reguladores, que têm um papel tão importante para o funcionamento do nosso setor, estão comprometidos com o melhor para a economia e o país, podemos afirmar: o Nubank continua, e veio pra ficar”, afirma a nota.

No entanto, a companhia ressalta que só será possível afirmar se será necessário algum ajuste no modelo de negócios depois da definição de como as mudanças serão implementadas. 

O Nubank recebeu, há menos de um mês, US$ 80 milhões em uma nova rodada de investimento. O aporte foi liderado pela DST Global, empresa de capital de risco que já apoiou empresas como Alibaba, Slack, Twitter, Spotify e Facebook. 

Somente em 2016, o Nubank já conquistou um aporte de US$ 50 milhões (em janeiro) e uma captação de R$ 200 milhões em duas linhas de crédito com o Goldman Sachs (em abril).

Criada em setembro de 2014, a startup recebeu outros três investimentos: um aporte inicial para começar o negócio, em julho de 2013; outro investimento logo no lançamento da startup; e um aporte de R$ 90 milhões em 2015.