Baynard Gontijo. Foto: divulgação.

Responsável por tomar as rédeas da Oi, após a saída do presidente Zeinal Bava, Baynard Gontijo iniciou sua gestão na operadora com uma redução de estrutura. O número de diretorias foi reduzida de 16 para 12.

Com esse enxugamento, dois diretores foram demitidos da companhia, enquanto outros dois foram remanejados para diferentes cargos. Rui Gonçalves Pereira, diretor de pequenas e médias empresas e Eduardo Aspesi, diretor do segmento de varejo, deixaram a organização. A informação é do Valor.

"Gostaria de agradecer a estes profissionais pelas contribuições e o comprometimento dedicado à empresa", destacou Gontijo, diretor financeiro da empresa e que ocupa a presidência em caráter interino, em nota.

Conforme destacaram fontes para o jornal, as mudanças incluem reduções de estruturas que se reportam diretamente ao presidente com o objetivo de dar mais agilidade à tomada de decisões.

Segundo destacou Baynard, o plano é unificar áreas comerciais da empresa, seguindo o exemplo da junção dos setores empresarial e corporativo, que se tornaram a "unidade de negócios".

Outra fusão de departamentos foi a dos segmentos varejo e vendas varejo, que se tornaram a diretoria de varejo. Com essa estratégia, o propósito é acelerar a estratégia de multiprodutos, melhoria da qualidade das vendas e crescimento de receitas.

No comunicado, além de listar as novas áreas unificadas, Gontijo também anunciou um novo ciclo de gestão na companhia, apoiado por uma nova governança com a simplificação das reuniões executivas.

"Haverá reuniões mensais de resultados para garantir alinhamento, foco na superação dos desafios e atingimento dos objetivos estratégicos do negócio", escreveu o presidente interino.

De acordo com o executivo, o procedimento será registrado em sistema e acompanhado periodicamente. Estes relatórios, escreveu, serão lançados trimestralmente após a divulgação dos resultados ao mercado.

"Essa transparência será fator primordial para mobilizar as equipes na execução das diretrizes, na correção de eventuais desvios e na buscar pelo crescimento", diz o texto, enviado a colaboradores.

Ao assumir o principal posto de comando da Oi, Bayard prometeu cortes para aplacar o alto endividamento da companhia, que tem débitos de R$ 46 bilhões. Ao cortar na estrutura de diretores, Gontijo mexe em uma organização antiga de empresa, com um grande número de executivos, herança do passado estatal da companhia, que antes era a Brasil Telecom.

Outros cortes que estão na lista de Gontijo são a venda de ativos para buscar retornos de curto prazo. A Oi, em processo de fusão com a Portugal Telecom, decidiu vender ativos da PT e focar a estratégia no Brasil.